Países em guerra não poderão sediar o Eurovision
A medida poderia afetar nações como Israel e Ucrânia, ambas bem-sucedidas em edições recentes da competição.
O Eurovision normalmente é realizado pela emissora do país vencedor da edição anterior, como parte de uma coprodução entre os membros da União Europeia de Radiodifusão (EBU).
Pelas novas regras, "a emissora vencedora será automaticamente considerada inelegível para sediar o concurso se um conflito armado, uma situação geopolítica sensível ou qualquer outra circunstância afetar de forma significativa a segurança, a proteção ou a estabilidade de seu país ou da região ao redor", informou a entidade.
A EBU poderá encomendar uma avaliação independente de segurança, se necessário. Caso se conclua que a emissora vencedora não pode organizar o evento, outra emissora será escolhida para sediá-lo.
Mudança vem após 5 países boicotarem edição de 2026 citando guerra em Gaza
A EBU não citou nenhum país específico como motivo da mudança, mas Israel terminou em segundo lugar no Eurovision tanto em 2025 quanto em 2026.
Cinco países, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovênia e Islândia, boicotaram a edição de 2026, realizada em Viena, afirmando que não poderiam participar ao lado de Israel devido à guerra na Faixa de Gaza. Atualmente, Israel também está envolvido na guerra contra o Irã.
Em 2017, a Ucrânia sediou o concurso apesar dos combates no leste do país. Porém, após vencer o Eurovision em 2022, não pôde organizar a edição seguinte devido à invasão em larga escala lançada pela Rússia.
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