Nuvem de andorinhas em condomínio de Cuiabá: biólogo explica a rota das aves e como elas ajudam a combater mosquitos
Andorinhas fazem parada durante migração e chamam a atenção em condomínio de Cuiabá.
O biólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Vítor de Queiroz Piacentini, explicou por que milhares de andorinhas se reúnem todas as tardes em um condomínio no Jardim Tropical, em Cuiabá.
As aves fazem parte de um processo migratório e, além de chamarem a atenção pelos voos sincronizados antes de pousar em árvores e fios para passar a noite, ajudam a reduzir a quantidade de insetos no ambiente, incluindo mosquitos que podem transmitir doenças.
À TV Centro América, o especialista destacou que as aves migram todos os anos da América do Norte para fugir do inverno no Hemisfério Norte.
No Brasil, a maioria se concentra na região amazônica, mas alguns grupos avançam até o Brasil Central.
“Não tem como a gente saber ao certo quanto tempo elas vão ficar.
O comum é que os indivíduos acabem ficando não a estação de invernada inteira no mesmo local, mas que eles se dispersem em função da disponibilidade de alimento”, explicou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo o biólogo, as aves podem permanecer na região por algumas semanas ou até poucos meses.
A tendência é que o grupo se divida gradualmente e parte dos indivíduos procure outros locais para descansar e se alimentar.
Migração e retorno à América do Norte O período de permanência das andorinhas na América do Sul costuma ocorrer entre outubro e fevereiro ou março, podendo se estender até abril para alguns indivíduos.
Nesse intervalo, elas podem percorrer diferentes áreas antes de iniciar o retorno à América do Norte.
Em abril, por exemplo, é comum que as aves se concentrem em regiões mais ao norte da Amazônia, como nas proximidades de Manaus.
Piacentini explica que a migração exige bastante energia e, por isso, as aves fazem paradas durante o percurso para descansar e se alimentar antes de continuar a viagem.
“Nem sempre elas conseguem fazer toda a rota de uma vez só.
Muitas vezes, os indivíduos fazem paradas de descanso para se alimentar, para, entre aspas, se reabastecer para continuar a jornada”, disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.