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Geleiras de Svalbard estão liberando metano antigo escondido nas rochas e algumas águas tinham concentração 425 vezes acima do equilíbrio atmosférico

O Antagonista ·
Geleiras de Svalbard estão liberando metano antigo escondido nas rochas e algumas águas tinham concentração 425 vezes acima do equilíbrio atmosférico

Amostras em rios glaciais revelam o desprendimento de gás subterrâneo retido sob o solo congelado do arquipélago ártico.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR As geleiras de Svalbard abrigam um fenômeno hidrogeológico que expõe grandes reservatórios de gás aprisionados no substrato rochoso. Amostras de degelo revelam que o recuo da cobertura de gelo libera concentrações elevadas de metano geológico para o ecossistema polar.

O arquipélago de Svalbard possui rochas sedimentares ricas em matéria orgânica acumulada ao longo de eras geológicas. Sob condições normais, o permafrost e a espessa camada de gelo atuam como uma barreira física impermeável, impedindo que o gás retido nas profundezas escape para a atmosfera.

Entretanto, o aquecimento regional altera a dinâmica hidrogeológica local. Quando a base da massa de gelo descongela, a água líquida flui pelo leito rochoso, criando canais subterrâneos que perfuram o selo natural de permafrost e transportam o gás aprisionado diretamente para a superfície.

Pesquisadores coletaram amostras de água de degelo em 19 rios glaciais espalhados pela região polar. As análises laboratoriais demonstraram que o metano de origem geológica é carregado continuamente pelo fluxo hídrico, apresentando níveis elevados em áreas onde o leito rochoso permanece sem congelamento permanente.

Em determinadas fontes de água subterrânea emergente, os níveis registrados chegaram a 425 vezes acima do ponto de equilíbrio atmosférico. Esse valor expressivo indica que o degelo não apenas libera água doce, mas também ativa emissões concentradas de gases de efeito estufa antes isolados.

A tabela abaixo apresenta um resumo comparativo das condições do substrato e seus respectivos impactos na liberação de gás:

Os pontos mais críticos surgem na frente de recuo das geleiras, onde a perda de massa expõe antigas nascentes de água subterrânea. Nesses locais, a pressão reduzida permite que o gás dissolvido sob alta profundidade seja ejetado rapidamente para o ambiente externo.

Além disso, formações de folhelho preto e rochas ricas em carbono fóssil amplificam a presença do composto. Dados compilados por órgãos como a U.S. Geological Survey reforçam que formações geológicas antigas contêm reservatórios expressivos capazes de responder rapidamente às mudanças térmicas na superfície.

A seguir, os principais fatores que determinam a intensidade desse escape de gás no ecossistema:

A fuga de gás aprisionado em áreas polares representa uma fonte adicional de emissões que muitas vezes não é contabilizada nos modelos climáticos tradicionais. Por ser um gás de efeito estufa com alto poder de retenção de calor, sua liberação contínua acelera o aquecimento regional.

Consequentemente, cria-se um ciclo de retroalimentação em que o aumento das temperaturas intensifica o degelo, expandindo as áreas de vazamento. O monitoramento dessas nascentes torna-se indispensável para prever a trajetória das emissões em regiões de alta latitude ao longo do século.

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