Pesquisador descobre falhas no Microsoft Edge e recebe R$ 942 mil
Uma sequência de falhas lógicas e sem corrupção de memória (erros no funcionamento do programa) permitiu que o navegador Microsoft Edge sofresse uma invasão completa a partir de uma página maliciosa.
A brecha transformou códigos simples em comandos executados em um computador com Windows fora do ambiente protegido, em um caso descoberto em maio.
A falha foi demonstrada pelo pesquisador Orange Tsai, integrante da equipe DEVCORE, que publicou a metodologia completa nesta quarta-feira (28) em um artigo técnico .
A demonstração rendeu um prêmio de 175 mil dólares (cerca de R$ 942 mil) durante a competição Pwn2Own realizada em Berlim, na Alemanha , conforme detalhado nos registros da Zero Day Initiative (ZDI).
A Microsoft corrigiu as vulnerabilidades no navegador no dia seguinte ao evento, de modo que os usuários com o software atualizado não enfrentam riscos, segundo as notas oficiais de segurança da empresa .
A mecânica da invasão baseada em lógica O modelo tradicional de invasão de navegadores depende de falhas técnicas complexas de memória para burlar as barreiras do sistema.
No entanto, a pesquisa de Orange Tsai utilizou exclusivamente erros simples na forma como o Edge e o Windows gerenciam recursos comuns.
Com menos de 100 linhas de código, o programa malicioso conseguiu gerar um mecanismo de execução universal e burlar proteções básicas de segurança.
“A parte difícil é encontrá-los e, uma vez encontrados todos, encadear é a parte mais fácil”, afirmou o pesquisador Orange Tsai, em publicação técnica sobre o desenvolvimento da falha.
A tabela de pontuação e prémios do primeiro dia do Pwn2Own Berlin 2026 destaca a equipa DEVCORE na liderança com um total de $205.000 em prémios e 20,5 pontos conquistados.
Foto: Reprodução/Z A cadeia de eventos começou com uma ferramenta empresarial do Edge voltada para autenticação de contas.
O especialista constatou que o acionamento desse mecanismo permitiu que o processo do navegador iniciasse uma nova navegação desvinculada da página original, e ligou o processo à aba aberta no momento.
Encadeamento de vulnerabilidades e correção imediata Para que o ataque funcionasse sem a necessidade de cliques por parte do usuário, foram exploradas outras quatro fragilidades no ecossistema da Microsoft.
O processo envolveu desviar de verificações de segurança utilizando uma segunda janela, contornar bloqueadores de pop-up por meio de endereços permitidos, aproveitar o login automático e extrair o e-mail da vítima de um serviço associado devido a falhas na troca de dados entre servidores.
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