O desafio de ser lembrado: o que a reta final das eleições está mostrando
A duas semanas do primeiro turno, os feeds estão lotados.
Cortes de debate, reels de agenda, cards para grupos de WhatsApp, respostas a adversários publicadas em minutos.
No blog, Christian Jauch já mostrou como a inteligência artificial (IA) tornou a produção muito mais fácil sem tornar a comunicação mais simples, em seu artigo “IA nas eleições: Produzir ficou muito mais fácil, comunicar continua difícil”.
Quero olhar para o outro lado dessa questão: o que acontece com a mensagem quando uma campanha consegue produzir quase qualquer coisa.
Se você perguntar a um eleitor comum o que determinado candidato defende, é bem provável que ele não saiba responder.
Ou que cada pessoa dê uma resposta diferente.
Acompanhando a reta final, alguns padrões começam a explicar por quê.
Padrão 1: quem fala de tudo não é lembrado por nada Um cenário comum nesta reta final: na segunda-feira a campanha fala de saúde, na terça de segurança, na quarta responde ao adversário, na quinta entra numa tendência do momento, na sexta anuncia uma proposta para a juventude.
Cada peça, isolada, faz sentido.
O conjunto não forma uma imagem.
O eleitor não acompanha a campanha em sequência.
Ele recebe fragmentos soltos, entre um vídeo de receita e uma mensagem da família.
Se os fragmentos apontam para direções diferentes, eles não se somam.
No artigo “O Imposto do Muro”, defendi que o candidato que evita se posicionar paga um preço eleitoral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.