É a economia! Brasileiros pagaram contas e guardaram dinheiro, diz Atlas, e isso pode definir eleição pró Lula
Estrategista na campanha vitoriosa de Bill Clinton na eleição presidencial dos EUA de 1992, contra o então presidente George H.W.
Bush, James Carville cunhou uma frase em meio à disputa que ecoa em todas as campanhas eleitorais pelo mundo: “É a economia, estúpido!”.
LEIA A PESQUISA NA ÍNTEGRA A frase direcionada a membros da campanha de Clinton à época encontra eco nas eleições presidências de outubro, no Brasil, e segundo a pesquisa Atlas Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) pode decidir a eleição para um quarto mandato de Lula no Palácio do Planalto.
Segundo o estudo, realizado com 5.015 eleitores recrutados na web, dois em cada três brasileiros pagaram as contas nos últimos 12 meses e um terço deles conseguiu poupar.
Os dados mostram uma quadro totalmente diferente do que foi registrado pela Atlas em abril deste ano, quando 40,2% diziam que “faltou dinheiro”.
Na pesquisa atual, esse índice caiu para 34% Em contrapartida, hoje 36% afirmam ter guardado dinheiro nos últimos 12 meses e 30% responderam que “dava para pagar tudo, mas sem sobra”.
Ou seja, 66% dos brasileiros estão pagando as contas – e alguns conseguindo até fazer sua poupança.
A pesquisa revela ainda que o responsável por isso pode ter sido o programa Desenrola, lançado pelo governo Lula, para renegociação de dívidas.
Em abril, 33,5% diziam que dívidas e juros tinham impactado negativamente a situação financeira da família.
Hoje esse índice é de 25% – quase 10% menos.
Os dados mostram ainda preocupação, que deve ser o foco do governo, com o preço dos alimentos (44,2%) e das contas básicas (32,1%).
Essa última em grande parte devido às privatizações de setores como água, energia e saneamento básico, que dá argumento para a campanha.
Os dados divulgadas pela Atlas Bloomberg se somam a outro registro interessante captado pelo Datafolha: Lula aparece com 47% das intenções de voto entre as mulheres que são responsáveis pelo sustento financeiro de suas famílias.
Dados da Pnad, atualizados pela pesquisadora Janaína Feijó, da Fundação Getulio Vargas (FGV), indicam que 42,1 milhões de mulheres atualmente são referência financeira das casas, número que representa 52,4% dos lares do país.
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