Antes de disputar o Planalto, Augusto Cury estimulou Congresso a criar lei com seu próprio nome
Antes de entrar oficialmente na disputa pelo Palácio do Planalto, Augusto Cury já havia participado da origem de uma proposta no Congresso que leva o seu próprio nome.
A informação não parte da campanha do escritor nem de adversários políticos: consta da justificativa oficial do Projeto de Lei 5.815/2025 , apresentado na Câmara dos Deputados.
O texto, de autoria da deputada federal Rosângela Reis (PL-MG) , foi protocolado em 12 de novembro de 2025 e institui o Programa Nacional de Acompanhamento Anual Pediátrico/Médico e Emocional/Psicossocial da Infância e Adolescência.
A própria proposição é denominada “Lei Augusto Cury” .
Na justificativa, a parlamentar afirma que a política pública foi inspirada nas ideias e nos estudos do escritor e psiquiatra.
Em seguida, atribui diretamente a Cury a iniciativa de levar o tema ao Legislativo: “Dr.
Augusto Cury foi quem estimulou o parlamento a fazer este projeto de lei.” O documento oficial da Câmara dos Deputados acrescenta que a proposta pretende criar um acompanhamento periódico de crianças e adolescentes nas áreas médica, emocional e psicossocial, com foco, entre outros pontos, na identificação de situações de violência, abuso e exploração sexual.
Projeto foi batizado de “Lei Augusto Cury” A participação atribuída a Augusto Cury chama atenção não apenas porque seu nome foi incorporado à proposta.
A justificativa também apresenta seus conceitos sobre desenvolvimento socioemocional como uma das referências intelectuais para a criação da política pública.
O projeto foi apresentado quando Cury ainda não havia formalizado sua entrada na corrida presidencial de 2026.
Somente em 5 de abril de 2026 , quase cinco meses depois da apresentação do PL, o escritor anunciou sua filiação ao Avante e foi apresentado oficialmente pela legenda como pré-candidato à Presidência da República.
A cronologia mostra que, antes de se apresentar ao eleitorado como candidato ao Planalto, Cury já havia atuado para estimular uma iniciativa legislativa federal, segundo a própria autora do projeto.
O documento da Câmara, entretanto, não detalha como ocorreu essa participação.
Não informa, por exemplo, se Cury participou da redação da proposta, apresentou uma minuta, realizou reuniões com parlamentares ou apenas sugeriu a criação da política pública.
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