Na Colômbia, coronel descobre que móveis de casa foram furtados no Brasil
Um tenente-coronel do Exército Brasileiro deverá ser indenizado em R$ 148.460 pela empresa de transporte e armazenamento de móveis Guarda Tudo, após ter tido os itens da família furtados de um galpão da companhia, em agosto de 2024 .
A condenação é do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) por danos morais e materiais, além do ressarcimento de parcelas pagas com antecedência de aluguel do espaço.
A companhia terá de pagar R$ 121.700 por danos materiais; R$ 20 mil por danos morais; e R$ 6.760 do valor do aluguel pago antecipadamente pelo militar, totalizando R$ 148.460 de indenização.
O oficial soube do furto depois da esposa dele ler uma matéria publicada pelo Metrópoles em 22 de agosto de 2024, que revelou a denúncia de uma família que também foi vítima do mesmo crime, em 20 de agosto, em um box ao lado do que o coronel havia reservado.
O homem havia contratado os serviços da empresa para armazenar objetos pessoais, móveis e coisas de entes queridos que já morreram, durante o período em que estava em missão na Colômbia, em novembro de 2023 .
A sentença da juíza da 18ª Vara Cível de Brasília, a qual a Coluna teve acesso, aponta que está previsto pelo Código Civil, no Art.
629, que “o depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o cuidado e diligência que costuma com o que lhe pertence, bem como a restituí-la, com todos os frutos e acrescidos, quando o exija o depositante.” Portanto, a Justiça entendeu que houve uma falha na prestação do serviço.
O crime O coronel do Exército conta que o box estava trancado com um cadeado junto com um lacre verde, de código F1084142, comprados por ele.
Ao desconfiar de que poderia ter sido vítima de um crime, o oficial pediu para que uma funcionária enviasse fotos do armazém, e pôde constatar que tanto o cadeado quanto o lacre haviam sido substituídos .
Ele confirmou o furto após um amigo dele ir até o local realizar uma vistoria e ver que os móveis sumiram, no dia 28 de agosto daquele ano.
O espaço, inclusive, já tinha sido contratado por uma terceira pessoa, no dia 1ª de junho, mesmo com o contrato ainda vigente com o militar .
A esposa do militar conta que quando leu a notícia entrou em desespero, pois estava em outro país e não podia voltar ao Brasil até o fim da missão oficial do marido.
“Nós ligamos para várias pessoas em busca de ajuda”, diz.
A dona de casa contou ao Metrópoles que a família passou por uma espécie de luto ao descobrir que todos os objetos guardados tinham sumido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.