Armadilha do ego levou Napoleão à ruína; agora é ameaça para Lula
Em 1812, Napoleão Bonaparte invadiu a Rússia no auge de seu poder.
Havia derrotado os maiores exércitos europeus, subjugado monarquias e redesenhado o mapa do continente.
Sua genialidade militar era indiscutível.
Mas foi justamente a confiança nos métodos que o haviam levado à glória que o conduziu ao desastre.
Mais de dois séculos depois, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parece cair na mesma armadilha.
Um dos maiores líderes políticos da história brasileira, o petista corre o risco de ser derrotado pelo próprio ego.
Napoleão não perdeu apenas para os russos, o inverno ou a geografia.
Perdeu também para a convicção de que seus adversários continuariam se comportando como aqueles que havia vencido.
Lula acreditou que sua biografia, a força dos programas sociais e a comparação com o bolsonarismo seriam suficientes para lhe assegurar mais uma vitória.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas O presidente se esqueceu de que, em 2022, um componente decisivo de sua eleição foi a rejeição a Jair Bolsonaro (PL), desgastado pela condução da pandemia e da economia, as falas misóginas e aliados envolvidos em episódios com armas de fogo às vésperas da votação.
Quatro anos depois, é Lula quem governa um país insatisfeito e desejoso de mudança.
O petista acreditava ter razões para confiar em sua fórmula.
Venceu três eleições presidenciais e foi decisivo nas duas vitórias de Dilma Rousseff (PT).
Napoleão derrotou potências europeias com manobras brilhantes e batalhas decisivas em Austerlitz, Jena e Friedland.
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