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De E32 a E0: Em meio ao embate entre Lula e Flávio, Congresso discute gasolina sem etanol

Money Times ·

O etanol ganhou espaço no debate político nas últimas semanas, após o aumento temporário da mistura obrigatória do biocombustível na gasolina de 30% para 32% colocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em lados opostos da discussão.

Enquanto o governo defende a maior participação do biocombustível na matriz energética, Flávio criticou a elevação do teor de etanol, provocando reação de entidades do setor sucroenergético.

Na ocasião, o senador disse que “uma coisa que a gente vai ter que discutir [é] essa quantidade de etanol que tem dentro da gasolina.

Porque, hoje, as pessoas vão comprar uma barrinha de chocolate no mercado, era de 200 gramas, agora, 160. […] A gasolina virou etanol.

Nem o combustível esse governo tá poupando”.

A declaração, como apurou o Money Times , repercutiu mal no setor sucroenergético. ‘Pai do RenovaBio’ rebate fala de Flávio Bolsonaro sobre etanol: ‘Defender uso de fóssil é contra a renda do brasileiro’ Mas, para além do embate político, outra discussão avança no Congresso e pode mexer diretamente com o mercado do biocombustível: a possibilidade de o consumidor brasileiro encontrar nos postos gasolina sem uma gota de etanol.

Hoje, a gasolina comum comercializada ao consumidor é a chamada gasolina C, formada pela gasolina A — produzida pelas refinarias ou importada — acrescida do percentual obrigatório de etanol anidro.

Desde 1º de agosto, a mistura obrigatória na gasolina C comum e comum aditivada está temporariamente em 32%, no chamado E32, ante os 30% anteriores.

A medida vale por 180 dias e pode ser prorrogada uma vez pelo mesmo período.

Já a gasolina premium permanece com 25% de etanol.

A possibilidade de elevar a mistura está prevista na Lei do Combustível do Futuro, que permite chegar a até 35%, desde que comprovada a viabilidade técnica.

No Congresso, porém, diferentes iniciativas procuram abrir espaço para o caminho inverso: desde uma gasolina com apenas 10% de etanol, a E10, até a chamada E0, formada sem a adição do biocombustível.

Gasolina E0 e E10 no país No Senado, a discussão ocorre por meio da Sugestão Legislativa (SUG) 30/2026, originada de uma ideia apresentada por um cidadão no Portal e-Cidadania.

“Hoje, o Brasil só oferece uma gasolina: a de mistura obrigatória de etanol, já em 32% (E32), com estudos avançando para E35, sem opção de escolha ao consumidor — diferente de países como os EUA, onde E0, E10 e E15 convivem nos postos”, diz o autor da ideia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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