Secretaria de Saúde não é curral eleitoral de político
Um dos gargalos mais negativos que a governadora Mailza Assis (PP), vai ter que enfrentar de cara no início da sua próxima gestão, em janeiro do próximo ano, é o caótico sistema estadual de Saúde, para o qual converge a maioria das críticas da população, pelo atendimento deficiente.
A pasta não pode ser transformada em curral político deste ou daquele parlamentar.
O cargo tem que ser da estrita indicação da Mailza.
Se ela abrir brecha e nomear um indicado de político para ser o novo secretário de Saúde, dará um passo largo para o fracasso.
Não adianta tapar o sol com a peneira: houve avanços, se reconhece; mas não se conseguiu o básico que é zerar a fila de cirurgias e nem acabar com a dantesca cena das macas ao longo dos corredores do Pronto Socorro de Rio Branco.
Se isso ocorre no centro do poder, que é a capital, imagine o que sofrem os pacientes nos municípios isolados.
A Saúde não é lugar para curral político e nem dos políticos, o cargo deve ser ocupado por alguém que seja um bom gestor.
O melhor momento da Saúde foi no período mais delicado do atual governo, que foi no período do Covid, quando o secretário de Saúde da época, Alysson Bestene, fez uma gestão brilhante.
Os que o sucederam na pasta não repetiram o mesmo sucesso, e hoje a Saúde é o calcanhar de Aquiles do governo.
A Mailza tem tudo para mudar o panorama: foi eleita com uma estupenda votação, e pode se dar ao luxo de escolher o novo secretário não aceitando pressão de políticos.
Vamos ver se conseguirá, a partir do próximo ano.
Este será seu grande desafio.
SEMPRE TEM O PITACO A escolha do futuro presidente da Assembléia Legislativa deveria ser decidida apenas entre os deputados.
Mas nunca foi assim, sempre houve o pitaco de quem governa influindo na eleição da mesa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ac24horas.com — o conteúdo pertence a ac24horas.