Estudante de Direito encontrada morta em condomínio de luxo no CE estava grávida, diz irmão
A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no pátio do condomínio de luxo onde morava com o namorado, em Fortaleza (CE), estava grávida, segundo o irmão dela, Rafael Magalhães.
Em entrevista à rádio O Povo nesta segunda-feira, 21, Magalhães afirmou que a família recebeu a confirmação da gravidez no domingo, 20, e que, antes da morte de Isabelle, não sabia da gestação.
De acordo com Magalhães, a informação foi obtida por meio de dados do celular de Isabelle, que passa por perícia. Ele não soube dizer de quantas semanas de gestação ela estava.
Os resultados dos exames realizados pela perícia, que podem confirmar a gravidez, ainda não foram divulgados.
A estudante foi encontrada morta em 13 de setembro, no pátio do condomínio onde morava com o namorado, João Munhoz Neto, de 33 anos, no bairro Aldeota. Ele não foi localizado pela Polícia Civil desde a morte da jovem.
O Estadão não conseguiu entrar em contato com Neto nem com a mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz. O espaço segue aberto.
O casal se conheceu em julho, quando Isabelle começou a estagiar no escritório de advocacia onde Neto trabalha. Magalhães afirmou que a família já havia percebido mudanças no comportamento de Isabelle. Segundo ele, sua mãe, Isorlanda Caracristi, questionou a jovem sobre o relacionamento, e ela relatou "comportamentos tóxicos" por parte de Neto.
O irmão disse que Neto não gostava que Isabelle descesse sozinha para comprar algo para comer durante o estágio e que enviava dezenas de mensagens quando ela estava com a família.
"A Isabelle não tinha a oportunidade de ficar com a família sem que estivesse sendo rastreada pelo próprio namorado", disse.
Magalhães afirmou que a família ainda não tem informações sobre a dinâmica da morte, mas que, inicialmente, o caso foi tratado como suicídio.
"Para a primeira equipe, o caso estava encerrado, foi uma pessoa que cometeu [suicídio] e ponto. Só que a gente questionou, a gente disse opa, não foi suicídio, porque as questões estão muito aquém da realidade."
O irmão também afirmou que, desde a morte de Isabelle, não conseguiu contato com a família de Neto. A síndica do prédio foi quem contou a Isorlanda que a filha havia morrido, quando a mulher foi até o local após não conseguir falar com Isabelle nem com Neto.
"Fomos impactados de uma forma muito brutal para além da morte da minha irmã, mas também fomos brutalmente atingidos pela forma como nós ficamos sabendo."
Magalhães acrescentou também que a família teve acesso a algumas informações que não podem ser compartilhadas para não atrapalhar as investigações.
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