Delegação da Bolívia visita fazendas e indústrias em Mato Grosso
Uma comitiva formada por empresários, representantes de entidades e autoridades da Bolívia conheceu, nos dias 11 e 12 de agosto, propriedades rurais e unidades industriais de Mato Grosso em uma agenda voltada ao intercâmbio de tecnologias e experiências no agronegócio.
Organizada pelo Comitê de Integração Brasil–Bolívia, a iniciativa reuniu lideranças dos setores público e privado dos dois países e apresentou modelos de produção em agricultura, pecuária, algodão, bioenergia, agroindústria e gestão.
Para o presidente de honra do Comitê de Integração Brasil–Bolívia, Eraí Maggi Scheffer, o conhecimento acumulado por Mato Grosso pode ajudar a Bolívia a acelerar o desenvolvimento do setor agropecuário .
Leia Mais BASF quer acelerar investimentos com operação agrícola independente Eloos: Dependência de fertilizante expõe vulnerabilidade do agro brasileiro Eloos reúne lideranças para debater os desafios e o futuro do agronegócio Segundo ele, o estado levou cerca de 30 anos para alcançar o atual nível de produção, período marcado por testes, investimentos e adaptação de tecnologias.
A avaliação é que o compartilhamento dessas experiências pode permitir que produtores bolivianos avancem em um período menor.
No primeiro dia da programação, a comitiva visitou a Fazenda Fartura e a Fazenda Filadélfia, em Campo Verde, e acompanhou uma colheita de algodão durante o deslocamento para Primavera do Leste.
O grupo também conheceu a FS Biofuels, onde acompanhou o processo industrial de produção de bioetanol de milho .
Já no segundo dia, a agenda foi concentrada na região médio-norte do estado, com visitas ao distrito industrial e às fazendas Agromar e Colorado, em São José do Rio Claro.
Os visitantes conheceram o sistema Compost Barn aplicado ao confinamento de gado de corte , além de práticas de manejo e modelos de integração produtiva.
O presidente da Câmara Agropecuária do Oriente, Klaus Frerking, destacou as semelhanças entre Santa Cruz e Mato Grosso, especialmente na importância da agropecuária para as economias locais.
Segundo Frerking, a comitiva buscou conhecer tecnologias aplicadas à produção de soja, algodão, milho e carne, com o objetivo de adaptar parte das experiências à realidade boliviana.
A Câmara Agropecuária do Oriente reúne cerca de 70 mil produtores e 100 mil unidades produtivas em Santa Cruz, o que, de acordo com o dirigente, amplia o potencial para novas parcerias e intercâmbio entre produtores dos dois territórios.
O presidente da Associação Boliviana dos Criadores de Zebu, Marcelo Muñoz, também ressaltou a possibilidade de acelerar a adoção de tecnologias já testadas em Mato Grosso.
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