Caso Gisele: PM puniu coronel preso por mentir em apuração disciplinar
A Polícia Militar puniu o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto , réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, após concluir que ele “faltou com a verdade” durante uma sindicância interna em 2024.
A informação consta no Registro de Informações de Punições de Oficiais, anexado ao processo criminal nesta segunda-feira (14/9).
A ficha, obtida pela coluna, reúne nove transgressões disciplinares atribuídas ao oficial entre 2000 e 2024 , das quais duas graves e sete médias.
16 imagens Fechar modal.
1 de 16 Reprodução/Câmera Monitoramento 2 de 16 Oficial foi acompanhado por amigo desembargador Reprodução/Polícia Civil 3 de 16 Reprodução/TJM 4 de 16 Reprodução/Polícia Civil 5 de 16 Dentro do apartamento, agentes evitam contato com o sangue da vítima no chão Reprodução/Polícia Civil 6 de 16 Coronel circula pelo imóvel e questiona posição de objetos no quarto Reprodução/Polícia Civil 7 de 16 Coronel chega ao local e tenta entrar no apartamento onde a esposa foi encontrada baleada Reprodução/Polícia Civil 8 de 16 Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio Arquivo pessoal 9 de 16 Reprodução/Polícia Civil 10 de 16 Reprodução/Polícia Civil 11 de 16 Reprodução/Redes Sociais 12 de 16 Reprodução 13 de 16 Reprodução/Polícia Civil 14 de 16 Tenente-coronel Geraldo Neto (esq) e desembargador em evento Reprodução/Instagram 15 de 16 Tenente-coronel Geraldo Neto (esq) e desembargador em evento Reprodução/Instagram 16 de 16 Magistrado costuma transitar em ambientes militares Reprodução/Instagram Versão contestada Segundo o registro, Geraldo, então major do 48º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (48ºBPM/M), estava escalado temporariamente como coordenador operacional e deveria permanecer em determinada área durante o serviço.
A apuração apontou, porém, que ele se afastou do local e, posteriormente, “faltou com a verdade” ao afirmar em termo de declarações que tinha autorização para se deslocar até a área do 39º BPM/M.
As condutas foram classificadas como transgressões grave e média, respectivamente.
Como punição, Geraldo recebeu um dia de permanência disciplinar, ou seja, sanção que obriga o militar a permanecer na unidade da PM, sem afastá-lo das atividades de serviço.
A anotação de 2024 é a mais recente da ficha.
O histórico inclui ainda punições aplicadas em 2000, 2005, 2009, 2013 e 2014.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.