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Meloni anuncia proibição de véus e limite a alunos estrangeiros nas escolas italianas

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Meloni anuncia proibição de véus e limite a alunos estrangeiros nas escolas italianas

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni , anunciou neste domingo, 20, que o governo pretende proibir o uso de véus islâmicos nas escolas do país e estabelecer um novo limite para a presença de estudantes estrangeiros nas turmas.

As medidas foram apresentadas durante um encontro da juventude do partido da primeira-ministra, o Irmãos da Itália, de ultradireita.

“Em breve, será apresentada em uma reunião do Conselho de Ministros uma medida para estabelecer legalmente um número máximo de alunos estrangeiros por turma”, disse Meloni.

A chefe de governo, porém, não informou qual será o percentual adotado.

Atualmente, a regra permite que estrangeiros representem até 30% dos estudantes de uma turma, embora haja exceções relacionadas ao domínio do italiano.

“Ela (a medida a ser apresentada) também exige que os pais de alunos estrangeiros que enfrentem sérias dificuldades de integração ao sistema escolar aprendam italiano e proíbe burcas e niqabs nas escolas”, concluiu a primeira-ministra.

Atualmente, estrangeiros correspondem a cerca de 12% dos alunos matriculados nas escolas italianas, segundo o Instituto Nacional de Estatística da Itália (ISTAT).

A legislação italiana não proíbe atualmente de forma específica a burca ou o niqab.

Uma norma de 1975 restringe o uso de vestimentas que impeçam a identificação sem uma justificativa.

Em decisão de 2008, o principal tribunal administrativo do país estabeleceu que véus integrais podem ser utilizados por razões religiosas ou culturais , desde que o rosto possa ser descoberto em procedimentos de identificação.

Continua após a publicidade A Itália é uma das principais portas de entrada de migrantes na União Europeia, devido à sua localização no Mediterrâneo, entre a Europa e a África.

A chegada de imigrantes, sobretudo de países de maioria muçulmana, e questões relacionadas à integração cultural e à política migratória estão entre os temas de maior destaque no debate político italiano.

O assunto também ocorre em meio à disputa política antes das eleições gerais previstas para o próximo ano.

O partido de extrema direita Futuro Nacional, que não integra a coalizão de governo, defendeu em julho regras mais rígidas para o uso da burca nas escolas e vem ganhando espaço nas pesquisas desde sua criação, em fevereiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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