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Marcio Bittar defende emendas para Santa Casa: “recursos não chegaram a R$ 20 milhões”

ac24horas ·
Marcio Bittar defende emendas para Santa Casa: “recursos não chegaram a R$ 20 milhões”

O senador Márcio Bittar (PL), candidato à reeleição ao Senado Federal pelo Acre, foi sabatinado nesta terça-feira (1º) durante a série de entrevistas promovida pelo ac24horas . Durante a entrevista, o parlamentar falou sobre as emendas destinadas à Santa Casa de Misericórdia de Rio Branco e defendeu a aplicação dos recursos.

Questionado se considerava que a destinação das emendas para a instituição havia sido devidamente explicada, Bittar afirmou que existe, na avaliação dele, uma rivalidade envolvendo o vereador Jorge Viana e o provedor da Santa Casa, Alex.“Eu acho que ali, do Jorge, tem um preconceito com o Alex. Uma rivalidade aí, sei lá, do passado”, declarou.

O senador ressaltou que os recursos destinados à Santa Casa representam uma parcela menor do que os valores de suas emendas encaminhadas ao Governo do Estado e à Prefeitura de Rio Branco.“A emenda que eu fiz para a Santa Casa, eu fiz cinco vezes mais, dez vezes mais, no governo do Estado. Para a Prefeitura de Rio Branco, com certeza, tem três, quatro vezes mais do que eu fiz para a Santa Casa”, afirmou.

Bittar também destacou a participação dele no financiamento de programas de atendimento cardiovascular realizados pela Santa Casa.“Eu fiz para o Santa Juliana aquele programa. Aliás, o Acre, nesse quesito, está à frente de Rondônia. Você não precisa sair do Acre hoje para fazer uma cirurgia cardíaca. Esse programa que a Santa Casa faz, eu ajudei a abastecer e a manter com emendas minhas”, disse.

O senador também contestou valores que, segundo ele, vêm sendo divulgados sobre os recursos destinados à instituição.“Primeiro que nunca foram R$ 100 milhões. Não chegou nem a R$ 20 milhões. Falam de R$ 126 milhões. Foi quanto? Não chegou a R$ 20 milhões”, afirmou.

Apesar da defesa dos recursos, Bittar ressaltou que a Santa Casa, assim como qualquer instituição beneficiada por recursos públicos, deve prestar contas.“Hoje, por exemplo, a Santa Casa tem que prestar contas, como todo mundo. Ninguém está proibido de ser investigado”, declarou.

O senador também lembrou sua atuação como relator do Orçamento da União e explicou que, naquele período, teve acesso a recursos destinados por meio das chamadas emendas de relator.“Eu fui relator do Orçamento. O RP9, que era a emenda do relator, eu tinha que atender o Congresso Nacional. Ao atender o Congresso Nacional, claro que eu tive uma fatia maior para o meu Estado. Eu admiti isso”, afirmou.

Segundo Bittar, a estratégia foi priorizar o Acre na distribuição dos recursos que estavam sob sua influência.“Eu falei nacionalmente: vou levar a maior fatia para o Acre. Quando o orçamento for publicado, vão dizer que eu beneficiei proporcionalmente muito mais o meu Estado, mas eu vou fazer mesmo”, disse.

O parlamentar justificou a decisão argumentando que o Acre e a Amazônia enfrentam limitações para acessar recursos provenientes da exploração de recursos naturais.“Eu acho que o Acre e a Amazônia têm uma legislação que nos impede de acessar recursos naturais. Então, tudo que eu puder trazer para cá licitamente, não é muito.

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