Dinheiro na mesa
Vote e confie, o Brasil ainda será uma terra de riqueza abundante.
É isso, em resumo, o que Flávio Bolsonaro e Lula estão prometendo desde a semana passada, quando chegaram à reta final da disputa pela presidência da República.
Eles passaram a atuar como pregadores do “evangelho da prosperidade” e, agora, incitam à crença no sucesso pessoal e em realizações financeiras.
É como se estivessem adaptando às circunstâncias eleitorais o manual de felicidade do pastor americano Norman Vincent Peale no clássico O Poder do Pensamento Positivo.
Não seria novidade nesse front, Donald Trump se elegeu duas vezes com o discurso da recompensa divina à positividade.
A diferença é que os candidatos brasileiros tentam estimular a autoconfiança dos eleitores com a oferta de dinheiro público, mediante módica confirmação da fé política nas urnas, na votação de domingo (25/10).
Flávio Bolsonaro anunciou a criação de um “Ministério da Prosperidade”, caso seja eleito.
O candidato do Partido Liberal não deu detalhes sobre o que seria, quanto custaria, quais seriam os privilegiados e como a conta seria paga dentro do orçamento federal.
Mas deixou claro que planeja um novo organismo estatal para distribuir dinheiro público aos eleitores que, nas suas palavras, tenham vontade de “estudar, fazer curso, empreender, ter crédito, abrir o seu próprio negócio, crescer e prosperar”.
Lula reagiu rápido à ideia de esgrima eleitoral com o “evangelho da prosperidade” e mandou aumentar o catálogo de generosidades custeadas pelo erário.
Lançou o Prospera, programa de anistia para eleitores endividados e cadastrados na Receita Federal como microempresários.
O governo vai comprar do sistema financeiro privado as dívidas de profissionais autônomos.
São 18 milhões de pessoas, cerca de 11% do eleitorado.
Continua após a publicidade “Qual é a grandeza da União?” — divagou o candidato do Partido dos Trabalhadores em comício improvisado no Palácio do Planalto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.