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Próximo presidente herdará dívida bruta de quase 86% do PIB e economia em desaceleração

JOTA ·
Próximo presidente herdará dívida bruta de quase 86% do PIB e economia em desaceleração

O próximo presidente da República começará 2027 com uma dívida bruta do governo geral perto de R$ 11 trilhões ou 84% do Produto Interno Bruto ( PIB ).

Em um cenário de mais de 10 anos de deterioração das contas públicas, a estimativa é que essa dívida suba para cerca de 86% do PIB em 2027 e 87% do PIB em 2028.

O problema vai muito além da cifra na casa dos trilhões: quanto maior o endividamento, maior a desconfiança em relação ao Brasil e mais caro o custo para o governo se financiar.

O resultado tende a ser redução nos investimentos públicos e privados, menor capacidade de expansão da economia, mais dificuldade para reduzir a dívida no futuro e impacto negativo na inflação, no emprego e na renda.

Não por acaso, instituições do mercado projetam menor crescimento do PIB em 2027, com eventual risco de uma recessão técnica da economia, caracterizada por queda do PIB em dois trimestres seguidos.

No Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 14 de setembro, por exemplo, o mercado estima alta no PIB de 1,89% em 2026 e de 1,45% em 2027.

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Dependendo da política adotada, ela pode estimular o crescimento ou condenar uma geração”, afirma Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

Basicamente, a dívida bruta do governo geral é tudo o que os governos federal, estaduais e municipais e a Previdência Social devem, por exemplo para bancos, empresas, pessoas físicas e credores externos.

O indicador chegou a 82,51% do PIB em julho, o maior nível desde abril de 2021, quando ficou em 82,62% do PIB.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) projeta que a dívida bruta chegará a 83,6% do PIB no fechamento de 2026, a 86,0% do PIB em 2027 e a 87,3% do PIB em 2028.

No mercado, as estimativas variam.

No relatório Prisma Fiscal de agosto, divulgado pelo Ministério da Fazenda, instituições do mercado preveem um percentual de 83,0% em 2026 e de 86,7% do PIB em 2027.

A Austin Rating calcula um índice de 85,0% do PIB em 2026 e de 90% do PIB em 2027.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.

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