Educadora de SP recomenda biografias de Hitler e Mussolini e é afastada do cargo
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A servidora estadual Roselaine Batalha Silva foi removida da função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes (SP) nesta terça (25) após recomendar a leitura das biografias do nazista alemão Adolf Hitler e do fascista italiano Benito Mussolini como "estimulantes" para o desenvolvimento de lideranças em uma reunião com educadores.
A reunião foi realizada via videoconferência no dia 12 de agosto. Nela, Silva afirma que "líder não é alguém a quem foi dada uma coroa, sinto informar. Podem ler biografias no geral, é estimulante ler biografia , mesmo dos maus. Salazar na Espanha (na verdade, António de Oliveira Salazar foi ditador de Portugal entre 1933 e 1968), Mussolini na Itália."
Ao contrário do que afirmou a educadora, "Mein Kampf" não é proibido no Brasil e está em domínio público, apesar de sua circulação ser restringida por algumas leis municipais, como no Rio de Janeiro.
A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo ) entrou nesta terça (25) com uma representação no MP-SP ( Ministério Público do Estado de São Paulo) contra Silva.
A ação defende que a figura de Adolf Hitler não foi usada por Silva apenas como personagem histórico, mas "mobilizada no curso de uma exposição destinada a apresentar características atribuídas à liderança, chegando-se a qualificá-lo expressamente como líder excepcional".
A deputada estadual e candidata à reeleição Professora Bebel (PT-SP) afirma em nota que repudia o episódio e ressalta que Silva ocupava um cargo de confiança no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"É inadmissível e revoltante que uma Dirigente de Ensino, em reunião da Secretaria da Educação , cite como exemplos de liderança ditadores e autores de crimes contra a humanidade, como essas figuras de extrema-direita a quem se referiu a senhora Roselaine", declarou.
Questionada, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que determinou "a cessação da função de dirigente exercida pela servidora".
Disse ainda que "foi instaurada apuração para verificar os fatos e as circunstâncias relacionadas às declarações mencionadas".
Na nota, o órgão afirmou que "não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa, em hipótese alguma, o posicionamento da pasta".
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.