JHC aposta em assédio judicial contra mídia para abafar suspeitas sobre ele
Alagoas — A sucessão de ações judiciais movidas pelo candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas, o JHC (PSDB) , contra jornalistas, veículos e comunicadores tornou-se um dos episódios controversos da campanha eleitoral no estado.
O fenômeno ganhou dimensão nacional após levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo ( Abraji ) apontar 183 ações ajuizadas por JHC , pela Federação PSDB/Cidadania e pela coligação Alagoas Gigante contra profissionais e empresas de comunicação.
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Portanto, não corresponde exclusivamente a ações pessoais de JHC .
O pano de fundo de parte relevante dessa disputa é o caso Master .
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero , enquanto o Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) passou a ser citado pela aplicação de recursos no banco durante a gestão de JHC à frente da prefeitura da capital de Alagoas.
Reportagens mencionaram valores de R$ 97 milhões ou R$ 117 milhões.
Desde o começo do ano, publicações sobre o episódio passaram a provocar uma sequência de medidas judiciais.
Em janeiro de 2026, por exemplo, JHC acionou a jornalista Bleine Oliveira e a Folha de Alagoas para retirar conteúdos relacionados ao investimento.
A Justiça determinou a remoção em 24 horas, com multa diária e restrição a novas publicações sobre a mesma afirmação.
Em março, uma ação atingiu a Bancada Negra de Maceió, com pedido de identificação dos administradores da página, retirada de publicações e indenização de R$ 10 mil.
O episódio foi acompanhado por manifestações de solidariedade do Sindjornal.
Em junho, um levantamento divulgado pelo Jornal de Alagoas contabilizava 35 ações contra jornalistas e veículos que faziam a cobertura local dos desdobramentos do caso Master.
A escalada ultrapassou o tema do banco.
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