Eduardo sobre decisão de Moraes para cumprir pena: 'Inoportuna e inócua'
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chamou de "arbitrária, inoportuna e inócua" a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de determinar o início do cumprimento da pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semi- aberto à qual Eduardo foi condenado por coação no curso do processo. Além de um mandado de prisão, a decisão cancela os passaportes brasileiros de Eduardo, que vive nos EUA desde fevereiro de 2025.
"Mesmo após o claro recado de basta dado pelas urnas, Alexandre de Moraes mais uma vez tumultua o país com uma decisão arbitrária, inoportuna e inócua, uma vez que os Estados Unidos já deixaram claro que não cumprem decisões delirantes dessa natureza", afirmou Eduardo, em nota.
A condenação decorreu da campanha feita por Eduardo e aliados junto às autoridades americanas em Washington por punições a autoridades brasileiras que pudessem levar a algum tipo de anistia a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão no processo da trama golpista. Como resultado do trabalho político de Eduardo, Moraes foi alvo de sanções da Lei Global Magnitsky e outras autoridades brasileiras passaram a ter vistos para os EUA restritos.
A decisão de Moraes acontece apenas dois dias depois de o UOL mostrar que o nome de Eduardo era citado para explicar a criação de um fundo de US$1 milhão em recursos públicos dos EUA para combater o STF. Os recursos, que vieram do Departamento de Estado, foram liberados no último dia 30, apenas 5 dias antes do primeiro turno da eleição presidencial.
Eduardo é irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi o mais votado no pleito presidencial do último domingo e disputará o segundo turno contra o presidente Lula no próximo dia 25. Eduardo nega ter recebido os recursos. Os beneficiários do fundo, intitulado "Enfrentando o lawfare e a censura no Brasil", são mantidos sob sigilo e suas identidades são desconhecidas até de congressistas dos EUA, que fiscalizam a liberação desse tipo de recurso.
"O único efeito prático desse ato, tomado deliberadamente no meio do processo eleitoral, é acirrar ainda mais, e sem nenhuma necessidade, os ânimos do país", afirmou Eduardo, ainda em nota, enviada por meio do comentarista político Paulo Figueiredo, seu aliado nos EUA. Eduardo tem defendido o retorno das sanções Magnitsky contra Moraes e outros ministros do STF e tem dito que a eleição do irmão somada à bancada de parlamentares de extrema-direita feita pelo grupo no Congresso permitirá o impeachment de magistrados da Suprema Corte. "Felizmente, no próximo dia 25, o povo brasileiro dará o seu recado final elegendo Flávio Bolsonaro, que, com o novo Congresso, vai restaurar a normalidade no Brasil", finaliza a nota de Eduardo
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