Fórmula 1 anuncia retorno à África com GP em Ruanda e contrato de dez anos
A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira (13) um acordo para voltar à África, continente que não recebe uma etapa da categoria desde 1993.
Ruanda sediará o GP da África, com contrato de dez anos e estreia prevista para o início da década de 2030.
O ano da primeira corrida ainda não foi definido e dependerá da conclusão de um circuito que será construído em Bugesera.
Leia também: Italiano Lorenzo Musetti é anunciado para a disputa do Rio Open 2027 A pista ficará a aproximadamente 40 quilômetros ao sul de Kigali, capital ruandesa, próxima ao novo aeroporto internacional.
O projeto será desenvolvido conforme os requisitos de Grau 1 da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), necessários para receber a categoria.
Segundo o anúncio, o traçado aproveitará os desníveis naturais do terreno e fará parte de um complexo destinado também a eventos, conferências e entretenimento.
“Hoje é um momento histórico para a Fórmula 1”, afirmou Stefano Domenicali, presidente e diretor-executivo da categoria.
O dirigente destacou que a entrada de Ruanda permitirá ao campeonato disputar provas em todos os continentes habitados.
A organização informou que divulgará posteriormente o cronograma de desenvolvimento do circuito e os detalhes da edição inaugural.
O acordo também representa uma oportunidade comercial em um mercado que a F1 considera estratégico.
Segundo números divulgados pela categoria, mais de 100 milhões de pessoas acompanham o campeonato na África.
Nos principais mercados da região subsaariana, quase 60% dos fãs têm menos de 35 anos.
A expectativa dos organizadores é associar a corrida ao turismo, à formação de profissionais e à atração de investimentos.
O último grande prêmio africano foi disputado em Kyalami, na África do Sul, em 1993.
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