Confiança da indústria está em baixa há 21 meses, aponta CNI
Pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta segunda-feira (14) mostra que a indústria está há 21 meses sem confiança no setor industrial e na economia brasileira, o maior período já registrado desde 2015 e 2016.
A queda é explicada pela piora tanto da avaliação sobre as condições atuais quanto das expectativas para os próximos seis meses, com destaque para a piora mais acentuada na percepção sobre a economia.
O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) recuou 1,4 ponto em setembro, de 46,3 pontos para 44,9 pontos.
Com esse resultado, o Icei segue abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que sinaliza pessimismo dos empresários.
Leia Mais Empresas de IA discutiram a criação de seu próprio órgão de padronização Europa enfrenta risco de ficar isolada em IA, alerta presidente do BCE Mercado projeta alta de juros pelo Fed e amplia expectativas para dezembro “Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
“Chama a atenção a questão da avaliação da economia brasileira.
O índice mostrou uma forte queda, apesar de já estar bem abaixo da linha divisória de 50 pontos”, completou.
O Índice de Condições Atuais retrocedeu em 2,5 pontos, de 42,7 pontos para 40,2 pontos.
O gerente da CNI sustenta que a baixa reflete uma deterioração na percepção acerca da economia brasileira, que caiu 3,6 pontos, de 36,6 pontos em agosto para 33 pontos em setembro.
A avaliação sobre as condições das empresas também apresentou queda de 1,9 ponto, de 45,7 pontos para 43,8 pontos.
O pessimismo também se traduz no Índice de Expectativas, que cedeu em 0,9 ponto e foi de 48,1 para 47,2.
A avaliação dos empresários sobre o futuro da economia brasileira, antes em 39,7 pontos, agora está em 39,1, ou seja, 0,6 ponto a menos.
As perspectivas para as empresas pioraram em 1 ponto: de 52,3 para 51,3.
Marcelo Azevedo destacou os baixos resultados ao longo do ano.
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