Morre juiz que conduzia ação contra Maduro em Nova York
Alvin Hellerstein cuidava do caso desde 2020; processo foi repassado à juíza Analisa Torres, e defesa aguardava decisão sobre pedido de imunidade
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O juiz federal Alvin K. Hellerstein , responsável desde 2020 pelo processo criminal contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro e a mulher dele, Cilia Flores , morreu nesta quarta-feira, 28, aos 92 anos, em Nova York.
A morte foi confirmada por um porta-voz do tribunal do Distrito Sul, que não informou a causa .
Hellerstein completaria 93 anos em 28 de dezembro. Os casos sob sua responsabilidade serão distribuídos por sorteio a outros magistrados federais.
O tribunal informou que a ação contra Maduro e Flores passou para a juíza Analisa Torres. A audiência do casal estava marcada para 17 de novembro.
O processo aguardava decisões sobre as acusações e sobre o pedido de imunidade apresentado pela defesa.
O juiz recebeu o caso em março de 2020, quando a Promotoria americana denunciou Maduro por conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e crimes relacionados a armas. Nos anos seguintes, acompanhou a investigação e atuou em ações contra outros ex-funcionários venezuelanos.
Um deles foi Hugo Armando Carvajal , ex-chefe de inteligência da Venezuela, conhecido como “El Pollo” . A apuração sobre tráfico de drogas terminou em condenação.
Em janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos prenderam Maduro e Flores durante uma operação militar em Caracas. Levados ao país, os dois se apresentaram à corte federal de Manhattan e negaram as acusações.
A Promotoria depois ampliou a denúncia. Flores passou a figurar como ré, e foram incluídos crimes de tortura contra cidadãos americanos e outras pessoas.
Duas semanas antes de morrer, Hellerstein presidiu a audiência para formalizar as novas imputações. Perguntado se se declarava culpado ou inocente, Maduro não respondeu e passou a falar sobre as acusações.
Nascido em Nova York em 1933, Hellerstein formou-se em Direito na Universidade Columbia. Serviu no Corpo de Advogados do Exército entre 1957 e 1960 e trabalhou por quase quatro décadas no escritório Stroock & Stroock & Lavan, onde atuou em litígios comerciais.
O presidente Bill Clinton o indicou para a corte federal em 1998. Em 2011, ele passou a juiz sênior, condição que reduz a carga de trabalho e permite escolher parte dos processos.
Em quase 30 anos no tribunal de Manhattan, conduziu ações de grande repercussão, entre elas as derivadas dos ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center . Havia pedidos de parentes de vítimas, sobreviventes, socorristas e pessoas que adoeceram após contato com substâncias tóxicas na área dos atentados. As ações tratavam de mortes, lesões e danos materiais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.