Entenda o que é a ‘síndrome do coração feliz’ e seus sintomas
Uma paciente de 65 anos de idade foi internada em uma unidade de saúde apresentando dores no peito após comemorar o casamento de sua filha.
O diagnóstico final revelou um caso de síndrome do coração feliz , uma variante rara da síndrome de Takotsubo .
Segundo o relato do caso, publicado em julho na revista científica Oxford Medical Case Reports , o primeiro eletrocardiograma mostrou alterações que sugeriam um infarto em andamento .
Em um novo exame, porém, aquela alteração havia desaparecido, dando lugar a outros sinais de sobrecarga do músculo.
Leia Mais Caso Gabriel Ganley: veja quais são os próximos passos da investigação Menino de 12 anos morre após passar mal durante aula de basquete em MT Casal é preso após morte do filho de dois meses no Rio Grande do Sul O que é a síndrome do coração feliz? A síndrome de Takotsubo , popularmente conhecida como “ síndrome do coração partido “ , é caracterizada por uma disfunção transitória no ventrículo esquerdo do coração, sem que haja obstrução nas artérias coronárias.
Na variação clássica, a condição é desencadeada por estresse emocional negativo ou físico.
Contudo, na síndrome do coração feliz , o gatilho é um evento de intensa alegria ou celebração.
Esta apresentação clínica representa cerca de 4,1% de todos os casos registrados da síndrome de Takotsubo.
Sintomas simularam infarto agudo No caso relatado pelos médicos, a paciente, que possuía histórico de hipertensão, diabetes e dislipidemia, apresentou sintomas que mimetizavam um infarto agudo .
Os exames iniciais de eletrocardiograma apontaram alterações e os níveis de troponina cardíaca estavam elevados em 717 ng/l.
Apesar do quadro clínico, a angiografia indicou artérias coronárias normais.
O diagnóstico foi confirmado por meio de um ecocardiograma e de um ventriculograma esquerdo, que demonstraram o balonamento apical característico da síndrome e uma queda na fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 58% para 35%.
Tratamento e recuperação Após receber o tratamento medicamentoso recomendado pelas diretrizes clínicas, a paciente apresentou recuperação cardíaca total.
Exames de acompanhamento mostraram que a fração de ejeção do coração retornou para 56%.
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