Google é processado em R$ 100 milhões por canais do YouTube com falsos médicos criados por IA
Uma ação civil pública movida por institutos da sociedade civil cobra R$ 100 milhões do Google .
O processo aponta que a empresa lucra com canais do YouTube que utilizam avatares de inteligência artificial fantasiados de médicos para divulgar tratamentos sem comprovação científica.
Avatares de IA aparecem de jaleco e simulam médicos em vídeos que, segundo a ação, podem colocar a saúde dos usuários em risco. – Imagem criada por inteligência artificial: Grok/Olhar Digital O esquema dos falsos médicos virtuais O IFC (Instituto de Fiscalização e Controle) e o IT&E (Instituto Tecnologia e Equidade) protocolaram o processo na Comarca de São Paulo.
A ação foi assinada pelos advogados Márlon Reis, Matheus Lopes, Luciano Caparroz, Mikaelle Leão e Édison de Deus.
O processo aponta uma rede de pelo menos 29 canais em português que acumulam 70 milhões de visualizações.
Os perfis usam personagens fictícios de jaleco para simular médicos de verdade e, segundo os autores, promovem tratamentos sem comprovação científica.
Entre os exemplos citados está um guia que promete regenerar o coração e as artérias .
Outro canal vende um guia para controle da glicose .
A ação também menciona um perfil que admite ser um avatar de IA, mas utiliza a imagem de uma médica famosa sem identificar adequadamente os vídeos como conteúdo produzido por inteligência artificial.
Os autores apontam possíveis irregularidades cometidas pelo YouTube: Omissão na aplicação das próprias regras contra conteúdos que ofereçam sério risco à saúde, promovam práticas nocivas ou deixem de declarar o uso de IA em conteúdo fotorrealista; Monetização e aproveitamento econômico de conteúdos considerados ilícitos, por meio da exibição de anúncios; Possível violação do Código de Defesa do Consumidor por permitir publicidade considerada enganosa; Falha no controle de perfis que continuaram ativos após alertas oficiais.
O público idoso seria o principal alvo, segundo os autores da ação.
Os vídeos utilizariam mensagens de medo para convencer usuários a abandonar tratamentos tradicionais e adotar terapias sem eficácia comprovada.
Alertas já haviam sido enviados O Ministério da Saúde e a Advocacia-Geral da União já haviam alertado o YouTube sobre a fraude.
Antes do processo, os órgãos públicos pediram a remoção de 97 perfis considerados enganosos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.