Advogado de general réu pelo 8 de Janeiro renuncia à candidatura
O advogado Matheus Mayer Milanez (Republicanos), que atua na defesa do general Augusto Heleno, desistiu da candidatura a deputado federal pelo Distrito Federal.
A renúncia foi formalizada nessa sexta-feira, 14, e, segundo o candidato, ocorreu por uma decisão de foro íntimo.“Por razões de foro íntimo e de forma inteiramente livre, voluntária e consciente, declaro a minha expressa renúncia ao referido pedido de registro de candidatura, em caráter irrevogável e irretratável”, diz o comunicado.A desistência foi confirmada pelo Republicanos, legenda pela qual Milanez disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados.A retirada da candidatura ocorre em meio a um processo movido pela ex-esposa do advogado, que o acusa de agressões físicas em três episódios ocorridos entre 2025 e 2026.
Matheus nega as acusações.“Nego, de forma categórica, qualquer prática de agressão.
Como advogado criminalista, conheço e respeito o devido processo legal, e é exatamente nele, dentro dos autos e com as provas, que essa questão será esclarecida”, afirmou Matheus.Segundo o processo, a ex-esposa afirma ter sofrido violência física em dezembro de 2025, quando estava na 10ª semana de gestação, e novamente em 13 de junho deste ano.
Ela também relatou um terceiro episódio, ocorrido em 2 de agosto, quando teria sido empurrada e obrigada a deixar a residência.Os relatos constam no processo que resultou na concessão de uma medida protetiva pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), na quarta-feira, 12.
De acordo com a ação, os episódios teriam sido presenciados por uma amiga e as lesões teriam sido registradas em fotografias.A decisão judicial estabeleceu que Milanez mantenha distância mínima de 300 metros da ex-esposa e não tenha contato com ela por telefone, WhatsApp, redes sociais ou e-mail.
O descumprimento pode resultar em prisão preventiva.
A determinação também prevê que a própria vítima respeite a proibição de contato para garantir a efetividade da medida.Milanez afirmou que soube da existência da medida protetiva por meio da imprensa.
Ele também apresentou sua versão sobre as tratativas que antecederam a decisão judicial, dizendo que, desde 3 de agosto, a comunicação com a ex-esposa vinha sendo feita somente por intermédio dos advogados.
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