Copom alerta para risco da política fiscal do governo desde janeiro
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem alertado para os riscos da política fiscal do governo desde janeiro de 2026.
Na ata da última reunião, divulgada na terça-feira (22/9), o comitê afirma que as ações tomadas pela área econômica do governo, como concessão de crédito subsidiado , podem elevar juros estruturalmente e dificultar controle da inflação.
“A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros”, afirmou o texto.
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Esse comportamento contribui para reduzir riscos e facilitar a convergência da inflação à meta, explicou o Copom.
Essa não é a primeira vez que o colegiada alerta sobre a política fiscal do governo.
Desde janeiro, o Copom coloca o fiscal como um dos cenários de risco analisado pelos diretores.
Ao todo, já foram 6 reuniões este ano e em todas elas o comitê trata sobre o assunto.
O BC acredita que a equipe econômica tem anunciado medidas que aquecem muito a economia e que isso pode gerar impacto inflacionário.
É o caso das linhas de crédito voltadas para motoristas, por exemplo.
O Move Brasil para taxistas e motoristas por aplicativo é um programa que prevê R$ 30 bilhões para a renovação de frota.
Outros programas a exemplo destes também se baseiam em linhas de crédito subsidiadas, como é o caso do Reforma Casa Brasil, programa voltado para reformas, ampliações ou adaptações em moradias.
O estímulo ao consumo, segundo o BC, tem o potencial de elevar de forma permanente o nível de juros da economia, o que reduz a eficácia da política monetária e torna mais difícil controlar a inflação, com impactos negativos sobre a atividade econômica.
“O Comitê mantém a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas.
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