Score médio de crédito do brasileiro cai seis pontos: como melhorar pontuação?
O score médio de crédito do brasileiro caiu de 548 para 542 pontos entre abril de 2025 e o mesmo mês de 2026, segundo o Mapa do Score da Serasa.
O indicador, que vai de zero a mil, mede a probabilidade de o consumidor honrar seus compromissos financeiros e é um dos fatores que podem influenciar as condições para obter crédito, como juros, limites e prazos.
No Estado do Rio de Janeiro, a média ficou abaixo da nacional, em 535 pontos, uma queda de cinco pontos em um ano.
O movimento de retração ocorre em todas as regiões do país.
Wesley Brandão, especialista da Serasa em educação financeira, explica que não há uma causa única para a queda, já que a pontuação é calculada com base em diferentes aspectos do histórico financeiro de cada pessoa — como pagamento de contas, dívidas negativadas, experiência no mercado de crédito, consultas recentes por empréstimos ou financiamentos, contratos ativos e informações cadastrais.
O especialista, no entanto, destaca que o contexto ajuda a explicar esse resultado.
Segundo dados mais recentes da Serasa, o Brasil fechou julho com 83,9 milhões de inadimplentes e 348,3 milhões de dívidas em aberto.
No Rio de Janeiro, havia oito milhões de devedores em atraso e 31,7 milhões de débitos no período. — O resultado está inserido em um contexto de juros elevados, aumento do custo de vida e avanço da inadimplência, fatores que podem dificultar a manutenção dos pagamentos em dia e comprometer o histórico financeiro dos consumidores — diz Brandão.
Para Carlos Figueiredo, professor de Ciências Contábeis da Uniabeu, “essa redução indica que, no período, houve uma alteração na percepção de risco de crédito da população sob a ótica das fontes que abastecem o sistema”.
Gleiner Vinicius Costa, professor e coordenador da Estácio nas áreas de Gestão e Finanças, explica que o score funciona como um “termômetro de reputação financeira”.
Na prática, uma pontuação alta geralmente dá acesso a juros menores, limites maiores e prazos melhores.
Por outro lado, um score baixo encarece o crédito ou o fecha por completo, diz. — Quando o score cai, o consumidor sente o efeito de forma concreta, financiamentos mais caros, cartões negados, dificuldade para alugar imóvel ou parcelar compras.
É um custo invisível que se acumula: a mesma pessoa passa a pagar mais caro para ter acesso ao mesmo bem — explica Costa.
Apesar da queda, as médias nacional e a fluminense estão dentro da faixa considerada “boa” (veja abaixo).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.