Após bronze no Sula, dueto sonha com fim de jejum em Jogos Olímpicos
Eduarda Mattos e Marina Postal contam os bastidores da virada pelo pódio em Santa Fé-2026 e projetam a campanha por uma vaga nos Jogos Olímpicos
Após transformar a quarta colocação em bronze no dueto feminino dos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026 , Eduarda Mattos e Marina Postal já voltaram as atenções para o grande objetivo da parceria: conquistar uma vaga em Los Angeles-2028. As brasileiras somaram 465,0505 pontos e superaram o Uruguai na disputa pelo pódio. Em entrevista ao Olimpíada Todo Dia, elas relembraram a tensão da espera pela nota das rivais, falaram da parceria iniciada em 2023 e reafirmaram o desejo de recolocar o Brasil no nado artístico olímpico. A última vez que o país esteve representado nos Jogos foi na Rio-2016.
A classificação olímpica é o principal objetivo do projeto de longo prazo feito ao redor de Eduarda Mattos e Marina Postal. Ambas têm 18 anos. O objetivo é que elas se desenvolvam para conseguir a vaga em 2032, mas o desejo delas é antecipar etapas e garantir um lugar nos Jogos de Los Angeles-2028.
“Estamos treinando forte para tentar as Olimpíadas em 2028. Treinamos juntas há um bom período e pretendemos continuar durante esse processo até o Mundial de Budapeste-2027, quando será o pré-olímpico”, afirmou Marina Postal. “A gente está tentando trazer a imagem do nosso país de volta e mostrar que veio com muita força desta vez”, completou Eduarda.
Eduarda Mattos e Marina Postal formaram o primeiro dueto juntas em 2023, ainda na categoria juvenil. A parceria continuou na categoria júnior e rendeu uma medalha em uma competição sul-americana sênior logo no primeiro ano da dupla entre as juniores.
As brasileiras disputam a temporada de 2026 com uma nova coreografia. Antes dos Jogos Sul-Americanos, elas apresentaram a rotina no Mundial Júnior de Budapeste. O bronze conquistado em Rosário tornou-se o principal resultado do trabalho desenvolvido pela dupla neste primeiro ano com a série.
“A gente nada junta desde 2023. Nadamos pela primeira vez quando éramos juvenis e depois também no júnior. No nosso primeiro ano de júnior, conseguimos medalhar em um Sul-Americano sênior, o que foi um resultado enorme para a gente”, explicou Marina.
Nos Jogos Sul-Americanos, Eduarda e Marina encerraram a rotina técnica, disputada na sexta-feira (18), com 233,5825 pontos. O resultado deixou o Brasil na quarta posição, 1,6058 ponto atrás das uruguaias Agustina Medina e Lucia Ververis, que ocupavam o terceiro lugar.
Na apresentação livre do sábado (19), as brasileiras reagiram. A dupla recebeu 231,4680 pontos, terceira maior nota da etapa decisiva, e assumiu provisoriamente uma posição no pódio. Depois de nadarem, Eduarda e Marina ainda precisaram esperar a apresentação do Uruguai para saber se ficariam com a medalha.
As uruguaias marcaram 207,1813 pontos e caíram para o quinto lugar. Com 465,0505 na soma das duas rotinas, o Brasil assegurou o bronze. O Chile conquistou o ouro com Soledad García e Trinidad García, enquanto Sara Castañeda e Melisa Ceballos, da Colômbia, ficaram com a prata.
“Eu nem sei explicar o que aconteceu. Veio de dentro uma emoção que eu nem sabia que estava guardada. Foi um alívio.
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