Cury critica Lula por aumento do Bolsa Família 17 dias antes do 1º turno: 'Está usando a dor dos vulneráveis para ganhar o cargo'
Canditato à presidência da República, Augusto Cury (Avante) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (20) pelo aumento do Bolsa Família anunciado a duas semanas do 1º turno das eleições.
“O Lula da Silva deveria ter feito isso no início do ano e não há 17 dias da eleição, indicando que ele está usando a dor das pessoas, dos vulneráveis, como pauta para ganhar o cargo de presidente", disse.
A crítica aconteceu durante uma caminhada feita no mercadão do bairro Jardim Nova Aliança, na zona Sul de Ribeirão Preto (SP).
O reajuste de 15,04% no benefício foi anunciado pelo governo federal na última quinta-feira (17).
Com isso, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691.
Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento.
Cury disse que a população merece um reajuste ainda maior, mas que a atitude de Lula neste momento da campanha eleitoral só serve aos próprios interesses do presidente em se manter no cargo.
"Está indicando também que ele ama muito mais o cargo do que as pessoas pobres.
Se eu sentar na cadeira de presidente, isso vai mudar", disse.
Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões.
Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.
O Bolsa Família estava sem reajustes desde 2023.
Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o decreto que reajusta o valor do benefício não fere as regras eleitorais.
Na decisão, o ministro afirmou que o aumento concedido é apenas "atualização dos valores" pelo critério de correção monetária.
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