Transações via mobile banking cresceram 169% em cinco anos, aponta Febraban
As transações via mobile banking cresceram 169% nos últimos cinco anos, segundo dados da Febraban ( Federação Brasileira de Bancos ). O canal concentrou 187,5 bilhões das 240,8 bilhões de operações com e sem movimentação financeira em 2025, um avanço de 15% em relação a 2024, e incremento de 11% na comparação ano a ano. Além disso, é o principal meio utilizado pelos brasileiros para transações bancárias, concentrando 78% delas — 23 pontos percentuais a mais se comparado a 2021. A entidade atribui o crescimento aos investimentos de bancos e fintechs em segurança e novas funcionalidades, além do aumento da adesão dos usuários a soluções digitais, consideradas mais ágeis.
Em média, o brasileiro acessa o aplicativo de sua instituição 33 vezes por mês. Além disso, a confiança na tecnologia cresceu de 20% para 23% em 2025. O público corporativo também vem aderindo mais ao mobile banking, o que fez com que o canal fosse o prioritário para transações entre empresas pela primeira vez na série histórica.
Os números também impactaram nas vendas de seguros pelo mobile. De acordo com a Febraban, 91% dos bancos oferecem ao menos uma cotação de seguros em canais digitais, ante 71% em 2024. Dessa forma, 86% das instituições afirmaram oferecer o serviço em agências bancárias e no mobile banking. Em 2025, a contratação de novos seguros via smartphones cresceu para 11,2 milhões, aumento de 4% no comparativo anual. Embora as agências bancárias tenham registrado queda de 7%, elas ainda concentram mais de 50% das contratações.
Até o final deste ano, o setor bancário estima investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia, quase 60% a mais do que o registrado em 2021. A maior parte do montante vai para a migração para a nuvem. A tecnologia deve receber R$ 3,9 bilhões — crescimento de 30% em relação a 2025 —, sendo R$ 3,5 bilhões em cloud pública. Hoje, entre os serviços que mais concentram dados em nuvem estão o open finance (61%) e processamento de dados (50%).
Na sequência, inteligência artificial, analytics e big data vêm com previsão de investimento de R$ 3 bilhões para este ano, alta de 8% ano a ano. Desse total, R$ 29,4 milhões serão para capacitação de equipes em inteligência artificial e GenAI. Só em 2025, os bancos afirmaram que investiram R$ 100,4 milhões em treinamentos de tecnologia. Dados da Febraban apontam que o quadro geral da área de TI já representa mais de 10% do total dos bancos. Inclusive, 42% dos respondentes declararam que vão expandir as equipes em cerca de 20%.
A motivação apontada por mais de 90% dos bancos está no aumento de velocidade da execução de tarefas rotineiras. Também foram destacados: redução de custos; maior eficiência na análise de dados; e menor tempo de resposta ao cliente, todos com 52% cada. Apesar disso, a escala de uso total está no começo para a maioria. Somente 16% disseram que usam inteligência artificial em larga escala com captura efetiva de valor.
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