Explosões na Arábia Saudita renovam temores de desabastecimento de petróleo
Explosões e uma grande fumaça perto do aeroporto de Riad, na Arábia Saudita, suspenderam voos e ampliaram os alertas de novos ataques aéreos na região. Os ataques no país reacendem os temores sobre a redução da oferta internacional de petróleo.
Fortes explosões foram ouvidas durante a madrugada perto do aeroporto de Riad. Um correspondente da agência de notícias Reuters confirmou os barulhos na capital saudita.
B overno da Arábia Saudita emitiu um sinal de alerta de perigo aéreo para a capital e para a cidade de Al-Kharj. A recomendação foi retirada no período da manhã, quando o risco imediato terminou.
Tensão na região aumentou devido aos confrontos frequentes com os rebeldes houthis. O grupo iemenita, que é apoiado pelo Irã, acusa os sauditas de realizarem 26 ataques aéreos em apenas um dia.
Combatentes houthis mantêm uma ofensiva direta contra o território saudita desde julho. A milícia tomou novos territórios costeiros no Mar Vermelho na semana passada e mantém um bloqueio naval contra Riad.
Ataques ameaçam a oferta e o preço de referência do petróleo. O preço do barril de tipo Brent, referência internacional para o combustível, permanece acima da marca de US$ 100 há oito dias diante do risco de desabastecimento. O mercado teme que os ataques resultem no bloqueio de duas rotas marítimas estratégicas para o comércio de combustíveis na região.
Empresa estatal Saudi Aramco suspendeu a entrega de petróleo. A interrupção foi comunicada aos clientes europeus para o próximo mês após ataques de rebeldes houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita. Na semana passada, a ofensiva causou temor pela possível redução da oferta de petróleo.
Militares dos Estados Unidos reforçaram o patrulhamento marítimo na região para tentar liberar a passagem de navios cargueiros. O Comando Central dos EUA afirmou que ajudou a transportar mais de 1 bilhão de barris de petróleo.
Irã estabeleceu condições claras para retomar as negociações de paz com o governo norte-americano. O chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, exige o fim das batalhas, o desbloqueio de recursos e do cerco naval.
Representantes de Catar e Paquistão lideram as negociações diplomáticas para tentar dar fim ao impasse. O Irã agora aguarda uma resposta oficial do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a proposta apresentada.
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) alertou que o conflito gera graves riscos econômicos. A entidade internacional destacou que a atuação militar dos houthis ameaça a segurança marítima global.
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