Milei vai ao FMI e depende de novo aval para enfrentar crise de financiamento da Argentina
O governo de Javier Milei enfrenta mais um teste para sustentar sua política econômica.
O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, reuniu-se com Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), durante os encontros anuais da instituição, em Bangcoc, na Tailândia.
A negociação ocorre enquanto Buenos Aires aguarda uma nova liberação de recursos do organismo, estimada em cerca de 869 milhões de dólares.
Apesar do ajuste das contas públicas e da redução da inflação desde o início do mandato, o país continua dependente do financiamento externo para reforçar suas reservas e enfrentar os vencimentos da dívida.
A Argentina mantém com o FMI um programa de financiamento de 20 bilhões de dólares, aprovado em abril de 2025.
Em maio deste ano, a instituição autorizou uma nova parcela de aproximadamente 1 bilhão de dólares, elevando para 15,8 bilhões o total desembolsado até então.
As crises que aumentam a pressão sobre Javier Milei Continua após a publicidade A liberação dos recursos está vinculada ao cumprimento de compromissos econômicos, entre eles metas fiscais e de acumulação de reservas internacionais.
Cada revisão representa, portanto, um teste da capacidade do governo de manter o programa em funcionamento.
Reservas continuam sendo o principal problema A maior vulnerabilidade argentina está na disponibilidade de dólares.
Embora o Banco Central tenha ampliado suas compras de moeda estrangeira em 2026, o volume de reservas efetivamente disponível para enfrentar crises cambiais permanece limitado diante das obrigações externas.
Na avaliação mais recente publicada pelo FMI, em maio, a Argentina havia descumprido a meta de acumulação de reservas líquidas estabelecida para o fim de 2025.
O organismo reconheceu os esforços posteriores de recomposição, mas ressaltou que a posição externa do país continuava frágil.
Continua após a publicidade O problema é particularmente importante para uma economia marcada pela desconfiança em relação à moeda nacional.
Em períodos de incerteza, empresas e famílias costumam aumentar a procura por dólares, pressionando o câmbio e reduzindo a capacidade de intervenção do Banco Central.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.