Conselho de minerais deve focar em operações ligadas a governos
O CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), criado pelo governo federal para avaliar operações internacionais envolvendo minerais críticos, deve priorizar a análise prévia de investimentos de empresas vinculadas ou sob influência de Estados estrangeiros, disse nesta 3ª feira (20.out.2026) o Secretário Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME (Ministério de Minas e Energia), Anderson Arruda .
Segundo o secretário, os critérios de triagem de investimentos ainda estão sendo discutidos dentro do governo, mas a ideia é avaliar principalmente operações de empresas estrangeiras, sobretudo as ligadas a governos.
Empresas de capital nacional que quiserem investir em ativos brasileiros não devem ser submetidas à análise prévia, indicou Arruda.
“Obviamente, existem alguns tipos de investimento, em especial de Estados estrangeiros, que o Brasil, como os outros países, tem que olhar.
Se você for olhar os mecanismos de screaming americano, australiano, canadense e europeu, eles todos têm algum tipo de preocupação e o Brasil estava alheio a isso” , disse Arruda durante participação no Invest Mining Summit 2026, em São Paulo.
A implementação do conselho é um dos principais pilares da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos recém-sancionada pelo Planalto, que aposta na nova estrutura para centralizar as decisões sobre o setor.
O colegiado terá o poder de avaliar e homologar operações de relevância estratégica no setor , como transferências de controle societário, compartilhamento de informações geológicas ou contratos internacionais envolvendo minerais críticos e estratégicos.
O órgão, no entanto, ainda não iniciou os trabalhos nem definiu quais serão os critérios objetivos para essa análise.
Como mostrou o Poder360 , o setor de mineração vê com preocupação a demora para a regulamentação e operacionalização do conselho.
O atraso na definição dos critérios já está afastando investimentos estrangeiros do país .
Mineradoras travaram projetos no Brasil enquanto aguardam a definição dos critérios e políticas aos quais serão submetidos.
Segundo Arruda, o processo eleitoral acabou atrasando o avanço da regulamentação do conselho, que pode terminar o ano sem realizar sua 1ª reunião .
Falando em um evento voltado ao mercado, o secretário reiterou que o objetivo da nova política é atrair investimentos nacionais e estrangeiros, e que o conselho buscará analisar operações com possível impacto na “segurança econômica, soberania e interesse nacional”.
“O objetivo, sem dúvida, não é atrasar investimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.