Nova política da CBV pode excluir Tifanny das competições; entenda
A temporada do vôlei nacional nem começou, mas os bastidores prometem pegar fogo.
Nesta sexta-feira (14), a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou a política sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina.
A medida se alinha aos regulamentos adotados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e Federação Internacional de Voleibol (FIVB), limitando a participação exclusivamente às “atletas do sexo biológico feminino”, além de exigir testagem e triagem do gene SRY.
As regras entram em vigor a partir desta temporada. +SIGA O OTD NO WHATSAPP , YOUTUBE , TWITTER , INSTAGRAM , TIK TOK E FACEBOOK “Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais.
A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais.”, explicou o presidente da CBV, Radamés Lattari, em comunicado.
“A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto à necessidade de as jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina.
A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa”, disse o médico João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, também no comunicado.
O que é o teste de SRY? O teste do gene SRY (Sex-determining Region Y) é um exame genético que identifica a presença do cromossomo Y e atua como um marcador do sexo biológico masculino.
O coleta é feita via saliva e os resultados não terão validade definida.
O assunto gera polêmica no esporte mundial devido a debates sobre justiça competitiva, inclusão e os limites biológicos do sexo.
Especialistas criticam o uso do teste como métrica absoluta.
O argumento é que o sexo biológico e a resposta hormonal são complexos e não se resumem à presença de um único gene.
A política de elegibilidade divulgada pela CBV prevê exames complementares e exceções em casos de resultados positivos.
Retrocesso na CBV? Apesar de ser promovida como proteção da categoria feminina, na prática, a medida pode excluir atletas que passaram por transição de gênero das competições organizadas pela CBV, como todas as divisões da Superliga Feminina, Copa Brasil, Supercopa do Brasil e outras mais.
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