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A guerra anticera pode salvar o futebol no Brasil

UOL Notícias ·
A guerra anticera pode salvar o futebol no Brasil

Jornalista e comentarista da TNT Sports. Viu Messi jogar mais de 100 vezes e há dez anos cobre o dia a dia da Liga dos Campeões

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Segunda-feira pode ter sido um dia muito importante para o futebol brasileiro. E que, ao mesmo tempo, diz muito sobre nós. A CBF e os clubes aprovaram o pacote anticera , que colocará em prática as medidas utilizadas na Copa do Mundo para ganhar mais tempo de bola em jogo. Isso é excelente e inegociável para que uma partida de futebol seja um evento de entretenimento, não de sacrifício para quem assiste.

Por outro lado, a descrença de que jogadores levarão as novas determinações a sério ou de que os árbitros conseguirão impor autoridade para aplicá-las diz muito sobre nós –do país em que leis "pegam" mais ou menos, dependendo do humor da sociedade e dos órgãos fiscalizadores.

As medidas são a redução de tempo em substituições, arremessos laterais e cobranças de tiro de meta e a impossibilidade de retornar ao campo por um minuto depois de um atendimento médico. No caso de o goleiro ser atendido, algum jogador de linha deverá ficar fora para compensar o tempo perdido.

Com o tempo, precisamos reeducar a todos para que isso possa ser um esporte, não uma guerra. Morei mais de uma década na Espanha, convivi com a cultura futebolística de espanhóis e catalães e cobri a Liga dos Campeões a cada semana neste tempo.

A grande diferença do futebol brasileiro para o europeu, que costumamos chamar de "outro esporte", é a vontade, de fato, de jogar em vez de levar pequenas vantagens, enganar, reclamar e não aceitar a autoridade de um árbitro que, queiramos ou não, vai errar. Em campo, o que vemos no Brasil são 22 jogadores tentando pressionar qualquer decisão.

Por isso, essas medidas precisam ser levadas para dentro dos clubes e repassadas insistentemente aos jogadores. A redução do tempo de cobrança de tiros de meta pode dar quase um minuto a mais de bola em jogo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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