Resgatado após 28 anos em situação análoga à escravidão volta à casa dos patrões no DF: 'Já tô velho, quero ficar aqui'; VÍDEO
Resgatado de trabalho análogo à escravidão, caseiro volta à casa onde trabalhava no DF "Não, ainda não.
Mas eu vou pedir." Foi a resposta de um caseiro de 56 anos, à TV Globo, quando questionado se tinha carteira assinada.
O homem foi resgatado após quase 28 anos em condições análogas à escravidão em uma casa no Lago Norte, em Brasília, Sem ter para onde ir, o homem decidiu voltar à casa onde era mantido em condições degradantes.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o trabalhador vivia em um espaço improvisado na área de serviço da propriedade.
Para fazer serviços de jardinagem e cuidados com animais, ele recebia R$ 200 por semana, não tirava férias e não tinha registro formal do vínculo de emprego. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.
O relatório da assistência social sobre o caso cita a "dependência material" da vítima, e a "dificuldade de construir alternativas de subsistência".
A Justiça do Trabalho determinou que a família pague um salário mínimo mensal ao homem, como indenização (veja detalhes abaixo).
O MP do Trabalho pede R$ 2 milhões em indenizações por danos morais individuais e coletivos, além do pagamento dos direitos trabalhistas pendentes nos quase 28 anos.
Quatro integrantes da família, empresários e donos do imóvel, são réus em uma ação que apura a submissão do trabalhador a condições análogas à escravidão.
Nesta terça-feira (27), a TV Globo foi à casa no Lago Norte para tentar ouvir os empregadores.
O caseiro estava no local e aceitou conversar com a repórter Marília Marques – a reportagem optou por não identificar o homem.
“O que eu faço aqui é só a limpeza.
Um pouquinho, um pouco, limpeza.
Mas eu não sou escravo aqui, não”, disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.