Justiça nega novo habeas corpus e mantém prisão de Deolane Bezerra por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro do PCC
TJ nega habeas corpus a Deolane Bezerra e mantém ação penal no Oeste Paulista O Tribunal de Justiça de São Paulo(TJ-SP) negou novamente, por unanimidade, um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada Deolane Bezerra.
O pedido solicitava a transferência para a Justiça Federal a ação penal em que ela responde por suspeita de integrar organização criminosa e praticar lavagem de dinheiro.
O julgamento ocorreu na 16ª Câmara de Direito Criminal do tribunal.
Após a decisão, o advogado Aury Lopes afirmou que a defesa vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A Justiça paulista rejeitou a tese da defesa sobre competência federal do crime investigado.
Deolane havia colocado aplique nos cabelos em abril deste ano, conforme divulgou em suas redes sociais Redes Sociais/Reprodução A defesa de Deolane Bezerra diz em nota que manter a prisão da advogada e influencer é ilegal e afirma que vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
“A defesa de Deolane Bezerra recebe a decisão de manutenção da prisão preventiva com surpresa, já que a prisão é manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional.
Informa que sua cliente é inocente, não possuindo vínculo nenhum com organização criminosa, e que sua movimentação financeira é decorrente de atividades empresariais lícitas e de honorários advocatícios, conforme será devidamente comprovado durante a instrução probatória”, disse o advogado.
"A defesa reitera sua confiança nas instituições e continuará adotando todos os instrumentos cabíveis para restabelecer a liberdade de Deolane Bezerra", declarou.
Justiça de SP mantém prisão de Deolane Bezerra Desde o dia 21 de maio a influenciadora está presa no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. 🔎 O pedido feito pelo Ministério Público ocorreu porque a lei determina, a cada 90 dias, a reavaliação da prisão preventiva.
Na decisão, a 3ª Vara de Presidente Prudente concluiu que permanecem presentes os requisitos para a prisão preventiva, especialmente: a garantia da ordem pública e da ordem econômica; a conveniência da instrução criminal; a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal; o risco de continuidade das atividades de lavagem de dinheiro; a existência de indícios de atuação estruturada e permanente de organização criminosa.
Influenciadora e advogada Deolane Bezerra Divulgação Denúncia MP Segundo a denúncia do Ministério Público, a organização criminosa era dividida em três núcleos: o decisório, integrado pelo chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; o operacional; e o financeiro — segundo a acusação, Deolane integra esse último grupo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.