Economia da Argentina deve se recuperar lentamente em 2027 e desafiar Milei
BUENOS AIRES, 12 Out (Reuters) – A economia da Argentina deve se recuperar lentamente à medida que o país se aproxima do ano eleitoral de 2027, após provavelmente entrar em recessão no terceiro trimestre, segundo uma pesquisa da Reuters com analistas.
No entanto, os setores de manufatura e comércio em Buenos Aires, o motor econômico do país, provavelmente permanecerão fracos, ficando ainda mais para trás em relação à produção de commodities em franca expansão em outras províncias.
Essas perspectivas desanimadoras podem se tornar um grande desafio para o presidente Javier Milei, que busca consolidar apoio político para sua candidatura à reeleição nas eleições nacionais do ano que vem.
Analistas estimam que o produto interno bruto cresça 2,6% no próximo ano, após alta prevista de 1,9% em 2026, de acordo com a mediana das previsões de 32 economistas consultados entre 5 e 8 de outubro.
Leia também Lula: Brasil pode virar Argentina com Flávio Bolsonaro na Presidência Em postagens no Instagram e no X, Lula associou o adversário ao que classificou como ‘modelo da direita’ e afirmou que o Brasil correria o risco de ‘virar uma Argentina’ caso Flávio chegue ao Planalto Essa foi uma revisão para baixo em relação ao crescimento esperado de 3% para ambos os anos na pesquisa trimestral de julho, quando os analistas não conseguiram prever uma grande queda naquele mês.
Os dados oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados em dezembro.
PREÇOS DEVEM SUBIR Em termos ajustados sazonalmente, o PIB argentino caiu 0,6% no período de abril a junho em relação ao primeiro trimestre, a primeira contração trimestral após crescimento de 0,7% no período de janeiro a março.
“Parece praticamente impossível que o terceiro trimestre não apresente uma queda, o que significa que a economia estará em recessão técnica este ano”, disse Juan Pablo Rotger, analista macroeconômico do Grupo Mariva.
“Estamos voltando a um ciclo expansionista no quarto trimestre; o crédito parece dar sinais de recuperação, impulsionado pelas hipotecas, e os empréstimos estão se recuperando ligeiramente, embora o crédito ao consumidor ainda esteja ficando para trás.” Os gastos das famílias também têm sido contidos por tendências inflacionárias desafiadoras.
Analistas estimam que o índice de preços ao consumidor suba 22,8% em média em 2027, desacelerando em relação ao aumento esperado de 32,1% neste ano.
Isso impulsionará ainda mais a iniciativa de Milei de reduzir a inflação, que estava em mais de 200% quando ele assumiu o cargo no final de 2023, por meio do corte drástico dos gastos públicos para diminuir a emissão de dinheiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.