Máfia do ICMS: MPSP faz operação contra ex-número 3 da Fazenda de Tarcísio
O ex-chefe da Diretoria Executiva da Administração Tributária (DEAT) , André Weiss, número três da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (3/9) por ter atuado em uma organização criminosa que concedia créditos de ICMS em troca de propina.
A ação é um desdobramento da Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo (MPSP) , que resultou na prisão preventiva de executivos de grandes empresas como a Ultrafarma e a Fastshop, e desarticulou um esquema de fraude tributária, arquitetado pelo ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto.
Desde novembro de 2023, primeiro ano do mandato de Tarcísio de Freitas (Republicanos) , Weiss ocupou o terceiro cargo mais poderoso da Secretaria da Fazenda paulista.
Ele deixou o cargo em maio de 2026.
A organização criminosa contava com a ajuda de Weiss.
O esquema mantinha delegados tributários que faziam favores às empresas mediante suborno.
Quando o caso ganhou destaque, após a prisão do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, Weiss foi o responsável por escalar oito auditores fiscais para formar um grupo de trabalho de combate à fraude.
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A propina começou a ser paga em abril de 2023, quando Weiss assumiu a direção da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) , cargo que ocupou até ser promovido à chefe da DEAT.
Em troca, o diretor devia manter Paulo Prado como chefe da Delegacia Tributária do Butantã, onde o esquema funcionava.
Segundo o MPSP, a propina foi paga em parcelas de R$ 250 mil até chegar a R$ 4,5 milhões.
O dinheiro tinha origem no escritório do advogado João André Buttini de Moraes.
Os clientes do Buttini de Moraes Sociedade de Advogados e da consultoria BM Tax pagavam honorários milionários em troca de vantagens tributárias.
Paulo Prado fez, recentemente, um acordo de colaboração premiada, onde confirmou o repasse de dinheiro guardado em mochilas entregues a Weiss em restaurantes e cafés da zona oeste de São Paulo.
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