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Executivo da Microsoft chamou treino de IA de “maior roubo de trabalho da história”

Hardware.com.br ·

Um executivo da Microsoft descreveu internamente a coleta em massa de conteúdo para treinar modelos de inteligência artificial como o “maior roubo de trabalho da história da humanidade” .

A declaração, que veio a público em documentos judiciais revelados no processo movido pelo The New York Times contra Microsoft e OpenAI , expõe preocupações que já existiam dentro das próprias empresas sobre o impacto econômico e jurídico de sistemas como ChatGPT e Copilot.

A frase foi escrita por Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft .

Em outro documento interno, ele descreveu a coleta de conteúdo da internet como um “roubo impressionante de proporções sem precedentes”.

As mensagens aparecem entre materiais que deixaram de permanecer sob sigilo no processo envolvendo as duas companhias e veículos de imprensa.

Microsoft temia um “ciclo de destruição” para a própria IA A preocupação de Hecht não se limitava aos direitos autorais.

Um documento da Microsoft de janeiro de 2024 descrevia um possível “doom loop” , ou ciclo de destruição: ferramentas de IA poderiam reduzir o tráfego enviado aos sites que produzem conteúdo, enfraquecendo financeiramente essas páginas e, com isso, diminuindo também a quantidade e a qualidade do material disponível para alimentar futuros modelos.

O problema coloca as empresas de IA diante de uma contradição.

Modelos como os que sustentam ChatGPT e Copilot dependem de enormes volumes de textos produzidos por jornalistas, escritores, pesquisadores e outros criadores.

Ao mesmo tempo, respostas geradas diretamente por esses sistemas podem evitar que parte dos usuários visite as fontes originais.

Dados internos citados no processo indicam, por exemplo, que o Copilot teria reduzido em até 93% a taxa de cliques enviados ao domínio do New York Times em comparação com resultados tradicionais do Bing.

O número aparece nas alegações apresentadas pelos veículos no processo e não representa, sozinho, o efeito da IA sobre toda a indústria editorial.

Processo acusa empresas de usar milhões de textos sem autorização O New York Times e outros veículos acusam Microsoft e OpenAI de terem utilizado milhões de obras protegidas por direitos autorais para desenvolver seus sistemas.

Entre os materiais revelados há referências a bases formadas a partir de conteúdo da web e a projetos de compartilhamento de dados entre as companhias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.hardware.com.br — o conteúdo pertence a Hardware.com.br.

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