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Policiais suspeitos de receber R$ 2,35 milhões para não apreender cargas são alvo de ação do MP

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Policiais suspeitos de receber R$ 2,35 milhões para não apreender cargas são alvo de ação do MP

Um esquema operado por policiais civis de São Paulo, suspeitos de exigir propinas para não apreender mercadorias oriundas de descaminho, foi alvo nesta sexta-feira, 28, da Operação Merx, deflagrada pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de são Paulo (MP-SP). Quatro policiais tiveram a prisão preventiva decretada: Bruno Moreno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi, Marcos Vinicius de Souza Melo e Vagner Ramalho. O investigador Vagner de Lima foi afastado do exercício da função.

Também são alvos da operação Sidiclei da Costa Almeida, apontado como intermediador das tratativas, e Jonathan Renan Vieira e Thiago Marcel Magnabosco, supostos responsáveis pelo pagamento das propinas. Segundo a investigação, os valores pagos aos policiais somam R$ 2,35 milhões.

Segundo a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, foram identificadas transferências financeiras destinadas à empresa Rivieira Soluções em Tecnologias Ltda. e a terceiros que seriam usados como interpostas pessoas para receber e ocultar os valores pagos a título de propina aos policiais.

Nesta manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços nos Estados de São Paulo, Paraná e Goiás, além de unidades policiais, entre elas a Delegacia de Polícia de Santana de Parnaíba, a Delegacia de Polícia de Embu das Artes e o 2º Distrito Policial de Cotia, todas na Grande São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro e o bloqueio de bens dos suspeitos no valor total de até R$ 4 milhões.

A representação descreve ao menos quatro episódios nos quais cargas de aparelhos eletrônicos oriundas de descaminho teriam sido interceptadas por policiais civis e posteriormente liberadas, total ou parcialmente, mediante o pagamento de vantagens indevidas. Segundo a investigação, os valores cobrados correspondiam, em regra, a aproximadamente 70% do valor estimado das mercadorias.

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