Campanha de Flávio aciona TSE contra Exército do Lula por “manipular buscas”
A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou diretamente na 3ª feira (20.out.2026) o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques , para que a Meta explique por que o WhatsApp disse não ter identificado sinais de comportamento coordenado no canal Exército do Lula, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
Na petição, a defesa de Flávio relata uma operação para manipular buscas no Google e assuntos do momento, impulsionando hashtags no X.
Afirma que integrantes do canal de Janones estão orientando usuários a pesquisar a frase “ Bolsonaro mandou matar Lula” no Google.
Eis a íntegra do documento (PDF – 1 MB).
Os advogados citam o aumento de buscas por termos negativos associados a Flávio Bolsonaro depois do debate da Band , no último domingo (18.out).
Dizem que o canal Exército do Lula promove conteúdo “ artificialmente inflado nas redes, mediante manipulação algorítmica” .
Janones tem mobilizado apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais com o Exército do Lula.
Até o momento, o canal no WhatsApp tem 6,6 milhões de seguidores, ante 2,1 milhões do Tropa do Flávio.
A campanha de Flávio o presidente do TSE sobre o tema em 11 de outubro, ocasionando uma disputa de liminares dentro da Corte.
O caso colocou Nunes Marques e o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva em lados opostos.
Cueva chegou a derrubar a decisão de Nunes Marques e reestabelecer o canal , mas o presidente deu uma liminar sobrepondo-se ao corregedor.
Em 13 de outubro, Nunes Marques teve uma reunião com os coordenadores das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro.
Em seguida, o TSE para vincular canais de mensagens instantâneas, como os do WhatsApp, às campanhas.
Decidiu que o apoio espontâneo não vincula automaticamente um canal a uma campanha.
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