EUA: universidade proíbe festas de fraternidade em meio a investigação sobre estupro coletivo
A Universidade Cornell proibiu todas as festas e eventos sociais nas casas das fraternidades do campus pelo restante do ano letivo em meio a uma investigação sobre um caso de estupro coletivo envolvendo uma aluna da instituição.
A medida foi anunciada em carta pelo reitor de Cornell, Michael Kotlikoff, nesta terça-feira, 13 .
Em outubro de 2024, uma estudante identificada no processo sob o pseudônimo de Jane Doe, então com 20 anos, alegou ter sido drogada e estuprada por várias horas por sete membros da fraternidade Chi Phi dentro da sede do grupo.
Na época, a universidade conduziu uma investigação interna, suspendeu a fraternidade e aplicou sanções (como suspensões e expulsões) a alguns dos homens, mas isso não levou a acusações criminais formais de imediato.
No mês passado, Jane Doe moveu uma nova ação civil contra a universidade, a fraternidade, sua própria sororidade e os sete estudantes, acusando-os de falharem em protegê-la e de punirem os envolvidos de forma insuficiente.
Pouco depois, devido à pressão social e política, a promotoria local reabriu, também, a investigação criminal.
“Passei as últimas semanas ouvindo alunos, professores, funcionários, pais, ex-alunos e membros do conselho, que compartilharam seus sentimentos de profunda conexão e compaixão com Jane Doe, raiva e frustração por isso ter acontecido em Cornell e indignação com a prevalência da violência sexual contra mulheres em nossa sociedade.
Qualquer fraternidade que realizar uma festa ou evento social interno receberá uma suspensão de emergência imediata”, escreveu o reitor de Cornell nesta terça.
Continua após a publicidade Na carta, Kotlikoff afirmou ainda que a decisão serve para avaliar “ como e se a vida nas fraternidades” pode continuar com segurança em Cornell.
A instituição anunciou que vai oferecer mais apoio às vítimas de agressão sexual, como um profissional dedicado a ajudar as pessoas a denunciarem más condutas e outros processos dentro da universidade.
Detalhes do caso A promotoria do condado de Tompkins, no estado de Nova York , reabriu no último mês, a investigação sobre um suposto estupro coletivo envolvendo sete estudantes da instituição do prestigioso grupo Ivy League.
O caso ocorreu em 2024 e voltou a repercutir após a apresentação, neste mês, de uma ação civil contra os acusados, a fraternidade Chi Phi e a própria universidade.
O promotor Matthew Van Houten afirmou que as novas alegações serão analisadas e que o caso poderá ser levado a um júri de instrução.
Continua após a publicidade Na ação, apresentada em 16 de setembro, uma estudante não identificada afirma que foi pressionada a consumir álcool e drogas, incluindo cetamina e maconha, durante uma festa na sede da Chi Phi, em outubro de 2024.
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