EUA, Arábia Saudita e Iêmen trocam acusações após avanço dos Houthis
Os pedidos desesperados por cobertura aérea dos generais iemenitas começaram a chegar na manhã de quinta-feira (10).
Um avanço dos Houthis, apoiados pelo Irã, em direção à estratégica cidade portuária iemenita de Mocha estava em pleno andamento, e o apoio do principal aliado, a Arábia Saudita, não aparecia em lugar algum.
“Os Houthis empenharam tudo o que tinham — ondas e mais ondas de combatentes… junto com seus mísseis balísticos e armamentos disponíveis”, disse à CNN uma fonte iemenita sênior ligada às suas forças militares.
A fonte afirmou ter contatado o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) e ter recebido a garantia de que os EUA estavam “acompanhando a situação de perto e que o apoio aéreo saudita estava a caminho”.
“Mas o apoio aéreo nunca chegou”, disse a fonte.
“ E Mocha caiu. ” Leia Mais Houthis tomam nova cidade e ameaçam rota vital para o petróleo, diz agência Forças armadas do Iêmen dizem ter repelido ataque dos Houthis Porto de Mocha, no Iêmen, suspende operações após ataques de rebeldes Horas depois, na sexta-feira (11), os Houthis capturaram outro ativo costeiro estratégico, a Ilha Perim, na entrada do Mar Vermelho.
A ilha divide o Estreito de Bab el-Mandeb em dois, conferindo a Teerã o controle de fato sobre mais uma rota de navegação essencial.
O rápido avanço dos Houthis representa 36 horas extraordinárias em um conflito que havia ficado em grande parte congelado por anos.
Mas o combustível para a retomada dos combates havia sido acumulado por meses em meio ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto Teerã busca usar os preços do petróleo — e seu impacto na economia global — como instrumento de pressão.
Agora, o Iêmen e o Mar Vermelho têm o potencial de se tornar uma verdadeira segunda frente na guerra contra o Irã.
O controle efetivo do Irã sobre o Estreito de Ormuz, somado à sua pressão crescente sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, ameaça elevar ainda mais os preços do petróleo, semanas antes das eleições de meio de mandato de novembro nos Estados Unidos.
Embora o Estreito de Bab el-Mandeb, porta de entrada para a rota de navegação do Canal de Suez, seja menos crítico para os mercados globais de energia do que Ormuz, ele ainda transporta bens essenciais para o mundo inteiro, incluindo milhões de barris de petróleo por dia.
O estreito ganhou importância crescente desde o início da guerra contra o Irã, à medida que a Arábia Saudita redirecionou parte de suas exportações pela via aquática para contornar Ormuz.
“(Os Houthis) não precisam usar armas avançadas para fechar Bab el-Mandeb.
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