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Os pontos altos do debate A Gazeta/CBN Vitória e as estratégias de Helder, Ricardo e Pazolini

A Gazeta (ES) ·
Os pontos altos do debate A Gazeta/CBN Vitória e as estratégias de Helder, Ricardo e Pazolini

No debate A Gazeta/CBN Vitória, realizado na manhã desta terça-feira (22) , os três candidatos mantiveram excelente grau de civilidade. Como tem prevalecido até aqui nesta campanha estadual, o debate transcorreu em alto nível... o que não quer dizer que não tenham sobrado algumas caneladas entre eles.

Na condição de quem largou atrás e precisa subir nas pesquisas, Helder Salomão (PT) fez o que se esperava dele: foi o candidato mais “quente” e quem mais botou fogo no debate. Posicionado no palco do auditório exatamente entre Ricardo Ferraço (MDB) e Lorenzo Pazolini (Rep), distribuiu por igual suas alfinetadas nos dois adversários.

Com relação a Ricardo, a estratégia do petista foi apresentar o atual governador como inimigo dos trabalhadores. Já com relação a Pazolini, a tática foi a de trazer à baila (em confrontos com Ricardo) episódios delicados de sua história como prefeito, como a reforma previdenciária dos servidores de Vitória e a relação política dele com sua primeira vice-prefeita.

“Eu sei conversar com as pessoas, diferente dos meus adversários, que se escondem atrás das suas posições políticas”, disse Helder, em resposta à pergunta de um colega jornalista que não tratava de nenhum dos dois, para citarmos um exemplo de “canelada dupla”. “Saio daqui estarrecido em ver como meus adversários não responderam a uma pergunta”, afirmou, já nas considerações finais.

O petista também aproveitou cada ocasião que teve para mencionar o presidente Lula e suas contribuições para o Espírito Santo.

Ricardo e Pazolini, que lideram a corrida eleitoral (nessa ordem, segundo a última Quaest), também tiveram bons embates com Helder, mas não fugiram do confronto direto entre eles.

Nesse caso, a tática do governador foi a de rotular o ex-prefeito de Vitória como “inexperiente”, “destemperado” e “com baixo conhecimento” para governar o Espírito Santo. Aliás, Ricardo buscou descontruir a base da plataforma de campanha de Pazolini, que é a promessa de expandir para todo o Estado suas realizações em quase cinco anos e meio à frente da Prefeitura de Vitória.

“A pouca experiência e o baixo conhecimento te fazem acreditar em uma realidade que não dialoga com a vida real do Espírito Santo”, disse o governador – para exemplificarmos.

Por sua vez, Pazolini pôs em prática a estratégia de tratar Ricardo como um representante da “velha política” e da “política tradicional”. Sempre que pôde, expôs vulnerabilidades do atual governo, aportando dados que revelam resultados insuficientes e articulando-os com a ideia de que, “se não fizeram em 12 anos”, não farão agora.

Doze anos é a soma dos três mandatos de Casagrande com o atual mandato de Ricardo (com nove meses de duração). Nesses embates, Pazolini usou bastante a palavra “vergonha”. Ao falar de si mesmo, repetiu a palavra “paz” uma dezena de vezes ao longo da contenda.

“Eles ficaram de interesses paroquiais, tratando de cargos comissionados, tratando daquilo que não é republicano.

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