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23% dos jovens com dificuldade de mobilidade e sem deficiência cognitiva são analfabetos no Brasil; média na população geral é de 1%

G1 Educação ·
23% dos jovens com dificuldade de mobilidade e sem deficiência cognitiva são analfabetos no Brasil; média na população geral é de 1%

IBGE divulgou dados relacionados à educação de pessoas com deficiência Freepik/Imagem Ilustrativa Entre brasileiros com dificuldades de mobilidade, sem nenhum comprometimento cognitivo, o alto índice de analfabetismo evidencia a falta de inclusão na educação, como mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (18), no estudo “Pessoas com Deficiência (PcD) e as Desigualdades Sociais no Brasil”. ➡️Dos jovens de 15 a 29 anos que têm o caminhar e o subir degraus como únicas limitações associadas à deficiência, 23,3% não sabem ler e escrever.

No caso de pessoas da mesma faixa etária sem deficiência, a taxa é significativamente menor: de 1%.

E quando há questões cognitivas? Segundo o levantamento do IBGE, das PcD que têm dificuldades associadas apenas a funções intelectuais, 40,4% não leem e não escrevem.

Saber quantas delas não atingiram esse nível de proficiência devido a um sistema escolar falho exigiria uma análise no âmbito individual.

Dependendo da deficiência, questões cognitivas podem dificultar o aprendizado de leitura e de escrita.

É possível que um adolescente não verbal, por exemplo, com acesso de qualidade à educação, demonstre avanços significativos no desenvolvimento, mas não seja alfabetizado.

Quantos vão para a escola? E em que condições? Inclusão não é apenas estar na escola: além da matrícula garantida, é preciso também ter acesso a adaptações que garantam a socialização plena e a aprendizagem.

Vamos separar os dois fatores, então.

Quanto à frequência escolar bruta, ou seja, à porcentagem de pessoas com deficiência que vão à escola, a taxa já é ligeiramente menor do que a média do restante da população, principalmente a partir do ensino médio. ➡️Com deficiência severa (limitações grandes, que exigem acompanhamento contínuo, mas com possibilidade de o indivíduo adquirir habilidades simples de autocuidado): 95,6% das crianças de 6 a 14 anos na escola (versus 98,4% dos sem deficiência) 82,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos na escola (versus 85,4% dos sem deficiência) ➡️Com deficiência profunda (grau de comprometimento máximo): 82,3% das crianças de 6 a 14 anos na escola (versus 98,4% dos sem deficiência) 65,6% dos adolescentes de 15 a 17 anos na escola (versus 85,4% dos sem deficiência) A segunda parte da análise, a seguir, indica os recursos de acessibilidade proporcionados nas instituições de ensino.

A sala de recursos multifuncionais, essencial para que haja o Atendimento Educacional Especializado (AEE) no contraturno escolar, só está presente em 15% dos colégios privados do Brasil.

Na rede pública, em 34,5%.

E o banheiro adaptado para crianças e jovens com dificuldade de locomoção só é encontrado em pouco mais da metade das instituições de ensino municipais e estaduais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Educação.

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