‘As personagens de ‘A Quinta Portuguesa’ são profundas e misteriosas’, revela Maria de Medeiros
A Quinta Portuguesa chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (27) pela Kajá Filmes trazendo uma história sobre identidade, pertencimento e a possibilidade de reconstruir a própria vida.
Dirigido e escrito pela espanhola Avelina Prat ( Tão Perto, Tão Distante ), o longa acompanha Fernando ( Manolo Solo , Fechar Os Olhos ), um professor de Geografia devastado pelo desaparecimento da esposa que decide assumir a identidade de outro homem e trabalhar como jardineiro em uma quinta portuguesa.
É nesse lugar, marcado pelo silêncio, pela contemplação e por personagens que carregam seus próprios mistérios, que Fernando encontra Amália , personagem de Maria de Medeiros ( Pulp Fiction ).
Dona da quinta, ela oferece ao protagonista um espaço de liberdade e, aos poucos, estabelece com ele uma relação construída mais por gestos e silêncios do que por grandes declarações.
Rolling Stone Brasil conversou exclusivamente com a atriz, confira o papo a seguir: O que chamou atenção no roteiro? Para Medeiros , há justamente uma recusa em explicar tudo foi um dos elementos que mais a atraíram no roteiro.
“ Eu achei que era muito bem escrito ”, conta a atriz.
“ Uma das coisas que eu gostei particularmente é que as personagens são profundas.
E são misteriosas também.
Não se desvendam facilmente. ” Em um momento em que, segundo ela, as narrativas tendem a ser cada vez mais literais, A Quinta Portuguesa preserva uma zona de desconhecimento para seus personagens.
“ Se respeita muito a margem de segredo de cada personagem ”, afirma.
Para Medeiros , essa abordagem se aproxima da própria experiência humana, já que ninguém pode ser reduzido a uma única explicação ou definição. ‘As personagens de ‘A Quinta Portuguesa’ são profundas e misteriosas’, revela Maria de Medeiros (Divulgação) Uma identidade em constante transformação A questão central do filme — o que determina quem somos? — também encontra eco direto na visão pessoal da atriz.
Para ela, identidade não é algo definitivo.
“ A minha resposta pessoal [para a pergunta do filme] é que a identidade não é uma coisa fixa.
Não é uma coisa parada, identificada de uma vez por todas.
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