Delcy Rodríguez usa broche que parece mostrar mapa de Venezuela com Essequibo anexada em discurso na ONU
Delcy Rodríguez discursa como presidente interina da Venezuela na Assembleia Geral da ONU em 23 de setembro de 2026 Reprodução/Reuters A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, subiu ao púlpito da Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (23) com um broche semelhante a um mapa da Venezuela, com a região de Essequibo anexada. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Essequibo é um território que pertence à Guiana, mas reivindicado pela Venezuela.
Caracas formalizou essa reivindicação em 2023, quando o então presidente Nicolás Maduro fez um referendo para incorporar a região e promulgou uma lei que cria uma província do país no território.
A partir de então, o regime chevista passou a adotar um mapa oficial mostrando Essequibo como parte da Venezuela.
A comunidade internacional rejeita a visão da Venezuela e considera Essequibo como parte da Guiana.
Reservas de petróleo Localizado na parte mais a oeste do território da Guiana, a região de Essequibo ocupa 159 mil km² e representa cerca de 70% do território do país.
Trata-se de uma área maior que o estado do Ceará e a Inglaterra.
Em 2015, foram encontradas grandes reservas de petróleo na região.
Estima-se que na Guiana haja o equivalente a 11 bilhões de barris, parte significativa deles "offshore", ou seja, no mar, perto de Essequibo.
Em consequência do boom do petróleo, a Guiana é o país sul-americano cuja economia mais cresce nos últimos anos.
No entanto, a região passou a ser cobiçada pelo governo da Venezuela que afirma ter direito sobre o território.
Em 3 de dezembro, um plebiscito para a anexação do estado chamado pelos venezuelanos de "Guiana Essequiba" foi aprovado por 95% dos eleitores presentes.
O comparecimento equivale a metade dos eleitores venezuelanos.
Em estado de alerta, as Forças Armadas ampliaram a presença de militares brasileiros nas duas fronteiras com a Venezuela e com a Guiana.
Isto porque seria necessário que tropas venezuelanas passassem pelo norte de Roraima em caso de confronto.
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